Ases do Pagode comemora 35 anos de estrada em noite especial
Integrantes e ex-integrantes do grupo se apresentam nesta quarta-feira (15), no Cassam, local onde aconteceu o primeiro show da banda em maio de 1987
Integrantes e ex-integrantes do Ases do Pagode se reúnem para um super show em celebração aos 35 anos de estrada do grupo amazonense. O evento acontece nesta quarta-feira (15), véspera de feriado, no Centro Associativo dos Suboficiais e Sargentos da Aeronáutica em Manaus – Cassam (Rua Eirunepé, 2, bairro São Lázaro, Zona Sul de Manaus). Os portões irão abrir às 19h, e a apresentação começa às 20h. O pré-show fica por conta do grupo Cacildis e participações do Mestre Arnoldo, Alípio Coimbra e Paulo Kabeça. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Cassam, no valor de R$ 30, para acesso à pista, visto que as mesas disponíveis já esgotaram.
O grupo retorna ao local que se apresentou pela primeira vez em público, no dia 23 de maio de 1987: o Cassam. Essa apresentação aconteceu dias antes da fundação oficial do “Ases do Pagode”, em 27 de maio daquele mesmo ano. Agora, em 2022, a banda volta a tocar no mesmo lugar, em ritmo de nostalgia, com um retrospecto: desde o primeiro dia que o Ases se apresentou em público, até os dias atuais.
Nas palavras daquele que foi líder do Ases do Pagode por muitos anos, Joubert Balbino, o evento tem como principal proposta um grande reencontro. Embora muitos músicos que já passaram pela banda estejam focados atualmente na carreira solo, eles voltam a se reunir nesta grande e tão esperada noite.
“A ideia foi fazer um reencontro, porque são 35 anos, não são 35 dias né? Então a gente resolveu reunir e fazer esse evento pra comemorar essa data. O ‘Ases do Pagode’ tem o nome muito forte no samba amazonense, e a ideia foi essa: fazer um reencontro pra mostrar ao público o que é o samba de verdade. Essa é a proposta do evento dos 35 anos: reencontrar os amigos, reencontrar o público, os músicos que fizeram parte do Ases, e os que fazem parte até hoje”, diz Joubert.
Repertório
O evento vai reunir 14 músicos no palco, numa grande roda de samba. O repertório do show passeia entre os estilos da bossa nova, MPB, pagode e muito samba. Além, claro, das músicas autorais do “Ases do Pagode”. Serão cantadas pelo menos oito canções do grupo. “Como o Ases foi um grupo que sempre inovou, a gente vai cantar bossa nova, as músicas da MPB – que a gente sempre fez muito bem, com muita maestria, em ritmo de samba. A gente vai fazer algumas músicas da Bahia em ritmo de samba, e o nosso forte é a roda de samba de verdade: vamos cantar todos os sambistas daquela época, desde 87, até hoje, sambistas e pagodeiros; por isso o nome ‘Ases do Pagode’: Nós somos um grupo de pagode, que cantamos pagode e samba, principalmente samba”, ressalta Balbino.
Palco
Joubert adianta que um palco será montado, pensado para ficar em meio ao público presente. “Será um palco com uma roda de samba de verdade, no meio da galera, com luzes de primeira categoria. E a sonorização é aquela super profissional, porque a gente só trabalha com coisas grandes – desculpe a modéstia (risos), mas nós somos assim: temos que trabalhar um negócio bonito, porque o público merece uma iluminação, um som, tudo de qualidade. O legal vai ser a gente no meio da galera, interagindo, cantando, e a galera cantando com a gente”, comenta o artista.
Os 35 anos do grupo foram marcados por muitos momentos inesquecíveis, entre tristes e alegres. Joubert relembra, inclusive, a perda do pai de Jorjão Pampolha (integrante do Ases), o saudoso músico e militar Jorge Ignácio (fundador do grupo). “A perda do pai dele foi um momento muito difícil pra gente, inesquecível, que a gente lembra até hoje. Ele será relembrado, assim como o Kairo Bamba, que morreu ano passado devido ao problema da Covid-19”, lamenta ele.
Muitos também foram os momentos felizes ao longo dessa trajetória. “Um momento inesquecível foi a gravação do primeiro CD – na época – em 1995, no Rio. O nome do CD é ‘Sonho do Amanhã’, e a gente atingiu um patamar muito alto no cenário do samba de Manaus e do Brasil”, relembra Balbino.
Futuros projetos
Para o músico, as palavras que definem o “Ases do Pagode” são união, responsabilidade e comprometimento. É com esse lema que o grupo pretende seguir sempre adiante. A propósito, um novo reencontro está previsto para novembro deste ano – ainda sem lugar definido. Para o ano que vem, planeja-se a realização de quatro shows ao longo de 2023.
“Essa é a nossa ideia! Nós já estamos coroas – bem coroas (risos), mas a gente quer fazer um trabalho bonito, sem ficar o tempo todo tocando por aí, sem muita valorização. Então a gente quer fazer quatro eventos, ano que vem, muito bem estruturados, muito bem trabalhados, feitos com carinho, pra oferecer pra esse público que merece tanto”, revela Joubert.