Venda de eletroeletrônicos no Brasil cresce 378% em 30 anos
Produção nacional avança nas últimas três décadas e consolida inovação, competitividade e sustentabilidade
A indústria eletroeletrônica registrou um salto de 378% na venda de produtos entre 1994 e 2024. O número de vendas saiu de 27 milhões para 130 milhões de aparelhos em 30 anos, impulsionando mudanças no padrão de consumo do brasileiro. O resultado ocorre também em meio ao aniversário de 30 anos da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), que consolida os dados do setor.
Para A CRÍTICA, o presidente da entidade, Jorge Nascimento Júnior, destacou que o setor evoluiu “e superou muitos desafios, tornando-se referência em produção nacional, eficiência energética e sustentabilidade, sempre atento às necessidades da população”.
“Hoje, os eletroeletrônicos produzidos no Brasil beneficiam o dia a dia das famílias com mais praticidade, economia e segurança, representando uma conquista coletiva de todo o setor. O compromisso com a sustentabilidade faz parte da nossa estratégia, investindo em processos cada vez mais responsáveis e em soluções que contribuem para o uso consciente de energia e recursos naturais”, disse.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) foi apontado pelo presidente da Eletros como um ponto estratégico do setor eletroeletrônico e para o Brasil. Segundo ele, “a produção instalada na região gera empregos qualificados, fomenta inovação e impulsiona o desenvolvimento sustentável da Amazônia, consolidando o papel do setor como agente de transformação econômica e social”.
Exponencial
O crescimento nas vendas não se deu de maneira linear, mas resultou de saltos expressivos a cada década: foram 27 milhões de aparelhos vendidos em 1994 e, apenas dez anos depois, esse número já havia subido para 34 milhões.
Em 2014, a marca de 86 milhões de aparelhos consumidos revelou o impacto da inclusão tecnológica e do aumento do poder aquisitivo. Já em 2024, a cifra de 130 milhões consagrou o segmento como referência em abastecimento, modernização e acessibilidade para o consumidor brasileiro.
O aumento de 378% nas vendas foi três vezes maior que o crescimento de domicílios no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país tinha aproximadamente 39 milhões de domicílios em 1994 e chegou a cerca de 80 milhões em 2024.
Esse cenário revela não só o aumento do poder de compra dos brasileiros, mas também o impacto de políticas públicas de incentivo à produção, ampliação do crédito e apoio à inovação industrial.
Com o passar dos anos, o aumento da renda média, programas de acesso a bens duráveis e a modernização da indústria também contribuíram para tornar os eletroeletrônicos parte do cotidiano.
“No começo dos anos 90, era um desafio imaginar que praticamente todos os lares brasileiros teriam acesso a equipamentos de ponta fabricados aqui mesmo, com padrão internacional de qualidade”, pontua Jorge Nascimento.