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A Crítica
Opinião

Operadoras exploram os consumidores

Publicado em 25/05/2021 às 11h34 · Atualizado em 13/03/2022 às 19h21
Operadoras exploram os consumidores

A Ação Civil-pública a ser impetrada contra operadoras de serviços públicos no Estado do Amazonas é um desses atos necessários e urgente. A qualidade dos serviços tanto em Manaus, onde está a maior clientela, é precária e, nas demais cidades, está, em muitos casos abaixo dessa classificação, como se não existissem.

A falta de respeito da maioria das operadoras para com os usuários é a tônica em todos os relatos feitos. São eles que servem de base para a Ação de iniciativa do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), deputado João Luiz Almeida da Silva (PRB). Pacote de serviços telefonia móvel, internet e TV a cabo representam um pesadelo na vida de milhares de pessoas que pagam preços elevados para dispor desses serviços e se percebem lesados pelas operadoras.

Não menos lesivo é o serviço de atendimento que as operadoras utilizam. Um número cada vez maior de robôs é utilizado para responder a determinadas perguntas pré-definidas, consomem tempo do cliente e, por vezes, o atendimento humano não é alcançado. Enquanto buscam por esclarecimentos e respostas aos problemas dos quais se tornam vítimas, os usuários são forçados a ouvir propaganda de novos produtos e tentativas de aliciamento para adquiri-los.

O procedimento não é normal ainda que a ideia publicizada é a de que o sistema funciona assim. Pode mudar, a partir da ação firme da justiça sobre essas prestadoras de serviço. Há mecanismos que se utilizados enquadrariam as operadoras que atuam no Brasil e, em particular, no Amazonas a adoção de procedimentos que respeitem efetivamente o Código de Defesa do Consumidor e se não o fizerem sejam punidas. Até agora, a precarização dos serviços, pagos pelos usuários, têm prevalecido como marca maior e na direção de que essas empresas estariam situadas em nível de intocabilidade. Por isso, permanecem explorando e tripudiando dos que adquirem seus serviços que estão enquadrados como de necessidade pública.

São carteis cuja ação e expansão se dão dentro da política de privatização dos serviços públicos, defendida por muitos como a melhor saída para a obtenção de eficiência e eficácia nessa área. Não se conseguiu dinamismo, eficiência e eficácia. O que se tem no Amazonas é exploração da maioria dos usuários.