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A Crítica
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Raphinha admite dívida com a Seleção e promete mais na Copa

Sem gols com Ancelotti, atacante do Barcelona é visto como um dos principais jogadores da equipe para buscar o hexa

Publicado em 10/06/2026 às 21h00
Raphinha admite dívida com a Seleção e promete mais na Copa
Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Visto pelo próprio técnico Carlo Ancelotti como um dos principais jogadores da Seleção Brasileira para buscar o hexa na Copa do Mundo de 2026, o atacante Raphinha concedeu entrevista coletiva nesta quarta-feira (10), no hotel The Ridge, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. 

Mesmo contando com essa confiança do treinador italiano, Raphinha teve problemas na temporada e acabou perdendo metade dos jogos com Carlo Ancelotti no comando da Seleção (12 partidas). E nos jogos em que o treinador contou com o craque do Barcelona, Raphinha ainda não marcou gols e teve a sua primeira participação para um tento na vitória contra o Egito, dando uma assistência para o gol de Endrick.

“Eu sofri algumas lesões na temporada e perdi metade dos jogos pela Seleção Brasileira. Eu particularmente fico bastante mal de não poder estar participando. Mas sempre que estou na Seleção ou no clube, eu busco dar o meu melhor em prol do grupo e eu vou continuar fazendo isso até quando meu corpo permitir”, disse Raphinha.

Raphinha continua e diz o que Ancelotti acha sobre o seu futebol e faz uma autoavaliação a respeito do seu rendimento dentro da Seleção: “O mister tem total confiança, ele já me acompanhava de perto na Espanha, conversamos várias vezes e, mesmo sendo rival (época de Real Madrid de Ancelotti) sempre tivemos uma boa relação. Diria até que, eu me cobro muito mais do que o mister comigo. Ele está contente com aquilo que venho entregando nos treinos e nos jogos, mas sei que posso entregar muito mais e estou buscando essa melhora”, completou.

Jogador de clube?

No folclore do torcedor brasileiro existe aquele jogador que consegue desempenhar muito bem pelo clube, mas acaba não entregando o esperado quando veste a camisa da Seleção Brasileira. Em uma das perguntas sobre seu desempenho atual, o camisa 11 é perguntado se ele se considera um “jogador de clube”.

“Eu acho que já consegui entregar sim muita coisa pela Seleção. Obviamente que não podemos ser hipócritas e falar que foi igual como aconteceu no clube. Mas eu acho que, dentro do possível, principalmente pelo que passamos neste último ciclo de Copa, acho que consegui entregar um bom futebol. Mas somos conscientes dentro do vestiário que a Seleção Brasileira é feita de resultado, se a gente não tiver resultado, seremos cobrados. Então, a partir do momento que somos cobrados por algo que conseguimos fazer nos clubes, é porque temos capacidade de fazer pela Seleção também”, elaborou Raphinha.


Pelo Barcelona, Raphinha acumulou 28 participações em gols em 33 jogos na temporada 25/26 (Foto: Fadel Senna/AFP)

 

Escalação 

Nas últimas duas temporadas pelo Barcelona de Hansi Flick, Raphinha passou a jogar pelo lado esquerdo e vindo por dentro, com Lamine Yamal sendo o ponta direita da equipe. Na Seleção, o atacante mesclou nas últimas partidas momentos em que jogava por dentro ou vinha da ponta direita. Perguntado sobre qual deve ser sua posição na estreia, o jogador deu uma leve desviada, mas no final indicou a preferência.

“É uma decisão do mister, eu não faço nem ideia. Eu sou um jogador que tento me adaptar a qualquer posição. Se eu tiver que jogar pelo lado esquerdo eu tentarei me adaptar o mais rápido possível para jogar bem, do lado direito é igual, acho que por lá eu teria mais facilidade, por vir jogando a muito tempo pelo lado direito. Nas últimas duas temporadas eu precisei me adaptar para jogar pelo lado esquerdo no clube e, se eu tiver que me adaptar para jogar por dentro, eu vou fazer da melhor maneira possível para entregar um bom futebol”, explicou Raphinha.

Carinho do torcedor 

Por ter saído cedo do Brasil, sem nunca ter brilhado por um grande do país, Raphinha não tem uma identificação com o torcedor da amarelinha. Perguntado sobre a diferença de tratamento do torcedor brasileiro e o torcedor de fora, o atacante frisou.

“Eu sinto que é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo, do que aquele que me acompanha diariamente lá fora. Mas eu acredito que, se eu tenho que provar para alguém, é para mim, os meus pais, a minha esposa, meu filho. Infelizmente eu não posso mudar o gosto das pessoas, eu entendo que tem gente que não gosta do meu futebol, tem gente que gosta, mas eu sempre vou dar o meu melhor, têm dias que não vou conseguir entregar um bom futebol, mas a vontade eu sempre vou entregar, isso é inadmissível não entregar vontade dentro de campo. Mas é normal essa desconfiança, sair muito jovem do Brasil e não tive conexão com nenhum clube grande”, concluiu.

O Brasil estreia na Copa do Mundo neste sábado (13), às 18h (de Manaus), quando encara a Seleção do Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pela 1ª rodada do grupo C. Após o primeiro jogo, a Seleção ainda terá compromissos contra o Haiti, no dia 19 (sexta-feira) e finaliza a fase de grupos contra a Escócia no dia 24 (quarta-feira).