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A Crítica
Opinião

Farmácia Natural 2

Por Humberto Figliuolo - Farmacêutico

Publicado em 06/10/2020 às 12h48 · Atualizado em 24/03/2022 às 23h03
Farmácia Natural 2

Ao buscar a saúde, nenhum esforço é dispensado para obter excelência de qualidade. Diversos são os produtos fitoterápicos de diversos laboratórios que se destacam por manter o organismo saudável e preservar a qualidade de vida são resultados de anos de pesquisas e passam por rigoroso controle em cada etapa de fabricação, de acordo com a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, garantindo a pureza de suas fórmulas.

Há milênios, a humanidade retira das plantas e minerais os remédios para seus males. Na pré-história, quando as pessoas caçavam e coletavam plantas, mal se distinguiam remédios de alimentos. Na medida em que a civilização se desenvolvia, as plantas necessárias para o cotidiano passaram a ser cultivadas. Surgiram feiticeiras, curandeiros, xarias (magos) e, por fim fitos terapeutas e médicos.

Hipócrates, considerado pai da medicina, afirmou séculos atrás: “Deixamos que nossos alimentos sejam nossos remédios”. Como se vê, a nutrição correta para a saúde e o bem-estar não é um conceito novo. Culturas diferentes em todo o mundo sempre buscaram, nesta grande fonte de nutrientes que é a natureza, soluções para diversos males, transmitidas de geração em geração.

Porém, é preciso observar com cuidado as finalidades, as doses e as manipulações para que se possa extrair e potencializar os princípios ativos de cada fonte natural. Todos os produtos fitoterápicos utilizam a sabedoria de nossos antepassados, aliando-se com o conhecimento científico e tecnologia atuais. As fórmulas são processadas com precisão absoluta, por meio das mais avançadas técnicas, e, através de pesquisas contínuas, são desenvolvidas novas combinações de elementos naturais, visando potencializar suas propriedades.

O Brasil é detentor de uma das mais ricas biodiversidades do planeta. No que se referem às plantas, as florestas brasileiras abrigam aproximadamente 55 mil espécies. Destas, cerca de 10 mil são consideradas condimentares, medicinais e aromáticas. Guaraná, Espinheira Santa e Boldo, são alguns exemplos das medicinais. Com benefícios comprovadas à saúde, os medicamentos fitoterápicos derivados das plantas são uma realidade mundial. O Brasil, no entanto, ainda não despertou para a riqueza de suas espécies terapêuticas.

O uso das plantas medicinais surgiu com o aparecimento do homem. Os fitoterápicos e as ervas medicinais foram na primeira metade do século XX, os principais medicamentos à disposição dos profissionais de saúde daquele tempo.

Os fitoterápicos o verde gerando saúde, são medicamentos industrializados de origem vegetal obtidos com o emprego exclusivo de plantas medicinais e seus derivados naturais, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico.

A cura que vem do verde. Renasce em todo o mundo o interesse pelos medicamentos fitoterápicos, o consumo de plantas para fins terapêuticos. A sabedoria milenar acerca da utilização das plantas medicinais está vencendo poderosas barreiras políticas, econômicas e até mesmo culturais.

A cada dia acelera-se a corrida natural, até então postergada pela ênfase química.

A indústria Farmacêutica absorve a maior parte dessas matérias primas, utilizando-as na preparação de extratos e outras formas farmacêuticas (galênicas) simples e no isolamento de constituintes quimicamente puros e farmacologicamente ativos.

Contudo, mesmo nos países industrializados aumentou também o consumo de plantas medicinais “em natureza” destinada à preparação caseira de infusos.

O interesse crescente pelas substâncias de origem natural tem contribuído para incentivar a investigação cientifica relativa à medicina tradicional.

À medida que a bioquímica identificou os princípios ativos daquelas plantas e isolou o principal agente do efeito terapêutico da erva, esta ia sendo esquecida, preterida pelas novas fórmulas praticadas de tratamento. Sem contestação da eficácia das drogas puras, foi esquecida a suavidade do efeito produzida pelas ervas sem se levar em conta a agressão ao metabolismo do sal puro.

Hoje é impraticável descartar o uso das substâncias pura nos casos avançados de determinadas patologias. Mas as ervas e as terapias daquela época também evoluíram à luz da ciência que vem mostrando a vantagem da utilização dos princípios ativos ainda no estado de equilíbrio que se apresenta na planta.

A ciência tem se encarregado de fornecer atestado de idoneidade à planta já conhecidas dos profissionais de saúde e outras desconhecidas vem se juntando à categoria de plantas medicinais através das pesquisas que vem sendo realizadas em todo o mundo.