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Opinião

Força necessária na proteção da região amazônica

Por Antônio Ximenes, especial para A Crítica

Publicado em 22/04/2021 às 19h24 · Atualizado em 24/03/2022 às 22h51
Força necessária na proteção da região amazônica
Foto: Operação Cucuí na Cabeça do Cachorro

O comandante do Exército Brasileiro, General de Exército Paulo Sérgio  Nogueira de Oliveira, é o maior especialista em guerra na selva na região amazônica. Ele foi chefe do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia, comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva Missões em Tefé e comandante da 12a Região Militar em Manaus. Além disso comandou o Comando Militar do Norte em Belém, no Pará. 

Seus conhecimentos sobre a área são notáveis e serão muito bem aproveitados dentro da estratégia de defesa e da soberania nacional, na maior floresta tropical do planeta, no que diz respeito ao Brasil, cerca de 60% do território nacional, com 775 municípios. Não é pouco no cenário mundial também, porque ela representa 67% das florestas tropicais do planeta. 

Suas riquezas, quanto à biodiversidade, minérios e água potável (maior bacia hidrográfica de água doce do mundo) são cobiçadas globalmente. Não por acaso as superpotências Estados Unidos da América e China observam com seus satélites a região, que se encontra no centro das atenções estratégicas do presente e do futuro dos americanos e chineses. 

Outras nações com assento no Conselho de Segurança da ONU, como França (recentemente abocanhou em leilões de privatização os mais importante aeroportos da Amazônia, sendo o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes a joia da iniciativa privada francesa, que será transformado em Hub global). Reino Unido (na Guiana) e Rússia (na Venezuela) também tem seus interesses na região.

Com este cenário, o comandante Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, tem no comandante Militar da Amazônia Ocidental, Estevam Theophilo, um estrategista com extraordinária capacidade de análise da conjuntura internacional da Amazônia Continental, capaz de fazer frente a qualquer ameaça de natureza bélica, tanto no âmbito da guerra irregular (resistência/guerrilha) como tradicional. Isso foi mostrado na Operação Amazônia do ano passado, ocasião em que a artilharia do Exército mostrou a eficiência dos foguetes Astros, com capacidade de atingir alvos em até 300 quilômetros de distância.

Neste ano duas Operações Amazônia serão realizadas pelo Comando Militar da Amazônia, sendo uma de guerra irregular e outra tradicional no primeiro e segundo semestres, respectivamente. A Operação Cucuí, que recentemente aconteceu na Cabeça do Cachorro, em São Gabriel da Cachoeira, foi o 'aperitivo' do que virá, em matéria de fogo e combate na Selva; onde o Brasil é reconhecido mundialmente como a mais mortífera 'maquina de guerra' em floresta tropical.

Com este contexto e as muitas pressões que o Brasil tem recebido da comunidade internacional, no que se refere a floresta amazônica, fica claro que o Exército tem em seu comandante, o cearense Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a força necessária de persuasão militar e estratégica, a qualquer nação que intencione fazer valer seu poderio de fogo na região amazônica.

Imagem: Foguete Astros da Artilharia do Exército