Área da tragédia no Jorge Teixeira estava em um dos 25 pontos de Manaus de grau máximo de risco
No Jorge Teixeira, ao todo 20 casas foram soterradas e as desabrigadas famílias serão cadastradas no Aluguel Social e alocadas em uma escola municipal.
Pelo menos 25 pontos de Manaus têm “risco grau 4 de área de risco”, o que caracteriza eminente desabamento. A informação foi confirmada pelo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que esteve na manhã desta segunda-feira (13) na área da tragédia no bairro Jorge Teixeira, que matou 8 pessoas na noite de domingo. A área onde aconteceu a tragédia era um desses pontos, segundo informação do Corpo de Bombeiros.
O número reduziu desde o ano passado, pois, de acordo com David foram realizadas 17 intervenções em áreas de possíveis deslizamentos. Empresas foram contratadas para realizar obras em todas as zonas da cidade.
Na busca de recursos para amparar as famílias que habitam regiões de risco, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), embarca para Brasília nesta terça-feira, onde irá recorrer ao presidente Lula (PT). A reunião ocorre no dia seguinte ao desmoronamento de um barranco que deixou oito mortos, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste.
Resgate
A busca pelas vítimas foram encerradas após o resgate de todos os corpos. No Jorge Teixeira, ao todo 20 casas foram soterradas e as desabrigadas famílias serão cadastradas no Aluguel Social e alocadas em uma escola municipal.
“As pessoas não moram aqui porque elas querem é a necessidade que está trazendo elas pra cá inclusive arriscando a própria vida. Essa será uma das minhas pautas com o presidente. Tenho três áreas que podem ser construídas e um dos pedidos do senador Omar é esse que possamos investir nessas encontras, mas acima de tudo que possamos construir moradias”, disse o prefeito em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira onde confirmou a ligação do ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes que deve decretar situação de calamidade em Manaus.
Segundo o prefeito um dos fatores que colaboraram para a tragédia na ocupação habitada por maioria de venezuelanos, há 5 anos, foi o acúmulo de lixo do alto do barranco que estariam sendo descartado por “caçambas”. Com a lixeira viciada, os 98 milímetros de água da chuva não tinham por onde escoar. A situação, no entanto, ainda será investigada.
O secretário da Defesa Civil Municipal, Glaudison Silva, disse que no sábado foi emitido um alerta de desmoronamento para Manaus, mas a região do Jorge Teixeira onde ocorreu a tragédia não estava no monitoramento.
“Até então trabalhando com urgência e emergência, temos uma central 199 e quando a pessoa é ‘sinistrada’ e ficamos sabendo agora. Até ontem não estávamos sabendo esta situação”, disse o secretário.