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A Crítica
Saúde

Performance, beleza e longevidade

Com ação regenerativa, o hormônio do crescimento em microdoses estimula músculo, pele e cabelo — e ganha espaço nas rotinas de quem busca envelhecer com vitalidade e estética natural. Mas seu uso exige acompanhamento médico rigoroso para evitar riscos

Publicado em 25/05/2025 às 17h05
Performance, beleza e longevidade
Foto: Reprodução

Por muito tempo associado exclusivamente à medicina do esporte, o Gh — hormônio do crescimento — vem conquistando um novo público: mulheres e homens que desejam melhorar a composição corporal, a qualidade da pele, o tônus muscular e até o brilho dos cabelos. O protocolo da vez é a aplicação do GH por meio de canetas de microdosagem, sob orientação médica, com efeitos graduais e consistentes que têm mudado a forma como encaramos o envelhecimento.

“As pessoas não querem mais apenas parecer bem, elas querem se sentir bem. O GH tem um papel central na regeneração celular. Quando utilizado em doses controladas, dentro de protocolos bem definidos, pode oferecer benefícios reais para a composição corporal, qualidade da pele e bem-estar geral”, explica o endocrinologista Dr. Rafael Menezes, especialista em modulação hormonal.

Além do ganho estético, os efeitos sobre a energia, o sono e o sistema imunológico vêm sendo amplamente relatados por quem adere ao tratamento. A empresária e maratonista amadora Ana Luiza F., 39 anos, compartilha sua experiência:

“Comecei o protocolo com caneta de GH por indicação da minha médica, buscando melhorar minha recuperação muscular e minha disposição no dia a dia. Em menos de três meses, percebi também melhora na textura da pele, cabelo mais forte e até melhor qualidade do sono. Me sinto mais equilibrada, mais forte e com autoestima renovada.”

O tratamento segue rigorosamente uma prescrição médica individualizada, com exames laboratoriais e acompanhamento constante. A ideia é promover bioestimulação controlada, ou seja, despertar no corpo a capacidade de regeneração que diminui com a idade — sem exageros ou efeitos colaterais.

A procura é crescente, como aponta a médica especialista em longevidade Dra. Larissa Tavares: “A busca por tratamentos com caneta de GH aumentou mais de 60% nos últimos dois anos entre mulheres acima dos 35 anos que querem resultados mais naturais e progressivos, sem recorrer a cirurgias invasivas. Há uma conscientização maior sobre envelhecer bem.”

Não por acaso, o mercado global de terapias com hormônio do crescimento movimentou mais de US$ 5 bilhões em 2023, segundo dados da Global Market Insights, com projeções de crescimento de 8% ao ano até 2030.

No Brasil, clínicas especializadas relatam aumento de até 80% na demanda pelo GH em canetas, especialmente nos grandes centros e em polos emergentes como Manaus, onde o público de alto padrão começa a aderir ao conceito de “longevidade com estética inteligente”.

O preparador físico Diego Campos, que acompanha atletas e executivos, reforça a tendência: “Atletas que usam GH com acompanhamento médico relatam menos fadiga muscular, melhor recuperação após treinos intensos e mais disposição para treinar. O protocolo impacta diretamente a performance — e também o visual”.

Cuidados e precauções

Embora o uso do hormônio do crescimento possa trazer benefícios para casos específicos, é essencial que seja feito com muito cuidado e acompanhamento médico.

O clínico geral especialista em nutrologia e fisiologia humana, Dr. Thales Schincariol, explica que “a somatropina é a versão sintética do hormônio do crescimento humano, o GH, que é fundamental para o crescimento das crianças e para funções metabólicas importantes em adultos”.

Ele alerta que, apesar de a somatropina “poder gerar efeitos como aumento da massa muscular e redução da gordura corporal, esses ganhos nem sempre vêm acompanhados de força ou saúde reais”. Além disso, destaca que “o uso inadequado pode causar efeitos colaterais sérios, como retenção de líquidos, dores articulares e alterações metabólicas”.

“Nenhuma sociedade médica recomenda o uso fora dos casos clínicos específicos, mas há evidências crescentes de benefícios na longevidade e estética, desde que o tratamento seja feito por profissionais capacitados e com monitoramento rigoroso”, conclui o médico.