Julgamento da morte de Débora Alves e bebê Arthur é suspenso após segundo dia de depoimentos
Sessão do Tribunal do Júri foi encerrada na noite desta quinta-feira (28) após oitiva da terceira testemunha do dia; réus respondem por feminicídio, homicídio qualificado e ocultação de cadáver
O segundo dia do julgamento dos acusados pela morte da jovem Débora da Silva Alves, 18 anos, e seu bebê Arthur foi marcado por longos depoimentos e debates intensos no Tribunal do Júri. A sessão foi suspensa na noite desta quinta-feira (28) pelo juiz Fábio Alfaia, após a conclusão da oitiva da terceira testemunha do dia.
Com o encerramento dos trabalhos de hoje, o julgamento, que tem como réus Gil Romero Machado Batista e José Nílson Azevedo da Silva, soma um total de seis testemunhas ouvidas ao longo destes dois dias de júri popular.
Próximos passos
De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), os trabalhos serão retomados nesta sexta-feira (29), a partir das 9h. De acordo com o cronograma inicial do tribunal, a expectativa é de que, a princípio, mais três testemunhas sejam ouvidas antes que o processo avance para o interrogatório dos réus e os debates finais entre o Ministério Público e os advogados de defesa.
Denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora, que resultou na gravidez de Arthur. O réu não queria assumir a paternidade da criança.
Os réus respondem por homicídio qualificado, feminicídio, violência doméstica, aborto provocado por terceiro e ocultação de cadáver.
A acusação sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com crueldade e dificultando qualquer possibilidade de defesa da vítima.