Delegado Pablo Oliva critica operação da PF: ‘infundada, mentirosa e improcedente’
Parlamentar foi alvo de busca e apreensão em investigação que apura crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção passiva
Em um vídeo publicado em seu perfil nas redes sociais, o deputado federal Pablo Oliva fez críticas à Polícia Federal, instituição da qual fez parte por 12 anos e é delegado licenciado. O parlamentar foi um dos alvos da operação Seronato, deflagrada pela PF na manhã desta sexta-feira (15), em Manaus.
Além de Pablo, a mãe dele, Eda Maria Oliva Souza, e mais quatro empresários foram alvos de mandados de busca e apreensão na operação, que investiga crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
No vídeo, o deputado afirma que as acusações contra ele são mentirosas, infudadas e descabidas.e questiona a realização da operação “no ano atual”, em meio a escândalos na saúde e oito anos após os fatos dos quais é investigado.
“Quero dizer que sempre apoiei o trabaho da Polícia Federal, mas não vou admitir que acusações infudadas sejam colocadas contra a minha pessoa”, disse.
Oliva ressalta que durante os anos em que trabalhou na PF, à frente de operações que apreenderam grandes quantias em dinheiro, nunca foi acusado de nenhum ilícito. “Não vou permitir que essas pessoas que não querem um delegado da Polícia Federal sério na política vençam”, conclui.
Uma publicação compartilhada por DELEGADO PABLO (@delegadopablo) em 15 de Mai, 2020 às 2:54 PDT
Pablo Oliva foi o segundo mais votado para a Câmara dos Deputados no Amazonas nas últimas eleições, com 151.649 votos, após campanha voltada para o combate à corrupção e aliada ao presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar é filiado ao PSL, partido pelo qual o presidente foi eleito, e chegou a comandar a sigla no Amazonas. Delegado federal desde 2007, ele não declarou possuir bem algum ao registrar sua candidatura em 2018.
De acordo com a investigação da PF, enquanto era delegado da PF, Pablo teria feito uso do cargo para se beneficiar de informações obtidas durante a investigação que culminou com a Operação Udyat, em 2012. Ele teria viabilizado, de forma ilegal, o agenciamento da venda de uma empresa da sua mãe no valor de R$ 500 mil.