Manaus qui, 29 out
A Crítica
Manaus

Inspeção e manutenção regular garantem bom funcionamento de equipamentos contra incêndio

Mal desempenho do sistema de combate a incêndio não é o único resultado da negligência na manutenção do sistema de combate a incêndio

Publicado em 28/11/2021 às 12h45 · Atualizado em 22/03/2022 às 15h39
Inspeção e manutenção regular garantem bom funcionamento de equipamentos contra incêndio
Foto: Gilson Melo

A inspeção e a manutenção de equipamentos e do sistema de combate a incêndio precisam ser feitos de maneira regular a fim de evitar perigos como um possível sinistro. Edificações, espaços comerciais e industriais são exemplos de locais em que necessitam da instalação de sistemas de combate a incêndio.

O recomendável é seguir a NR-23. Uma norma regulamentadora que dispõe de informações e orientações acerca da proteção e combate a incêndios, segundo é o que explica a diretora Comercial do Grupo Emops, Dora Falcão.

“Conforme o NR 23, os extintores devem ser inspecionados mensalmente. Esse processo é chamado de inspeção de nível 1 e normalmente ele é realizado pelo próprio estabelecimento com a finalidade de verificar se o extintor permanece em perfeitas condições de operação”, comenta.

Há outros níveis de inspeção e para estes, a atividade requer um trabalho mais especializado, ou seja, de uma prestadora de serviços especialista na inspeção e manutenção desses equipamentos.

Foto: Gilson Melo

“A outra inspeção necessária são de níveis 2 e 3 onde são realizados a parte de manutenção do extintor. Esses processos deverão ser feitos por uma empresa credenciada nos órgãos fiscalizações. Nessa manutenção requer a troca do agente que é a carga do extintor, a troca de peça, troca do selo, lacre, manômetro, pintura e o teste hidrostático. Essas inspeções deverão ser feitas de seis em seis meses ou anualmente dependendo do tipo de extintor”, pontou.

A atividade de inspecionar consiste em verificar se o extintor está adequado a classe e risco do fogo. Além disso, se o ambiente é adequado para o extintor, assim como a instalação está adequada(altura), para saber a situação do local onde o extintor está instalado, evitando casos onde o mesmo esteja obstruído.

Por este motivo é feita a Inspeção dos equipamentos de combate a incêndio – NR 23. Vale ressaltar que o cumprimento da norma é obrigatória e imprescindível para a segurança das vidas e do patrimônio de qualquer ambiente de trabalho.

Manutenção do Sistema de Combate a Incêndio

A manutenção é de suma importância por que pode evitar qualquer princípio de incêndio. Com o sistema de combate em perfeitas condições, o incêndio será rapidamente controlado o que evita um sinistro de grandes proporções.

Os sistemas que devem passar pela manutenção são: alarme de incêndio e detecção de fumaça; hidrantes e mangotinhos; chuveiros automáticos (sprinklers); iluminação de emergência; extintores de incêndio sinalização de emergência; portas corta e fogo e eletroímãs; pressurização de escada de emergência e sistema fixo de gases.

Foto: Gilson Melo

Os riscos e as penalidades

O mal desempenho do sistema de combate a incêndio, não é o único resultado da negligência na manutenção no sistema de combate a incêndio. Além do risco físico e material, há o risco de sofrer sanções por parte do Corpo de Bombeiros.

Se numa vistoria surpresa, seja por conta de uma programação pré-estabelecida, ou por denúncia, o Corpo de Bombeiros julgar necessário, pode notificar, multar e até interditar o edifício. De acordo com Dora Falcão, tudo vai depender da situação dos equipamentos instalados e o risco eminente a vidas humanas.

“A falta de manutenção pode acarretar vários riscos e os danos podem ser irreversíveis. O estabelecimento poderá sofrer danos como multas caso passe por fiscalização. Por isso, as manutenções periódicas são essenciais para garantir que eles estejam em perfeitas condições de uso”.

O AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros) é o certificado que atesta que edificação possui todas as condições de segurança contra incêndio e pânico, previstas na legislação, dimensionadas através da elaboração de Projeto Técnico Simplificado (PTS) ou Projeto Técnico (PT) e confirmadas em vistoria do Corpo de Bombeiros.