Após quatro meses descendo, Rio Negro tem subida de 3cm
Especialista fala que o fenômeno pode ser o conhecido repiquete das águas
A vazante vazante do rio Negro, que dura quase quatro meses, foi interrompida nesta terça (5) por um aumento de três centímetros no nível dele em Manaus. A descida das águas começou no dia 17 de junho e, até segunda-feira, acumulou uma baixa de 9m97 na cota, que ontem estava em 19m38.
Apesar da coincidência, as mais de oito horas de chuva que atingiram Manaus na segunda-feira não tiveram relação com a repentina subida, segundo o engenheiro do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira. De acordo com ele, a interrupção no processo de vazante e o aumento na cota são movimentos naturais quando a final da vazante se aproxima.
“No final da vazante é comum ter essas variações, não quer dizer que é o início da cheia. Pode ser o que a gente chama de repiquete, uma subida rápida antes de o rio voltar a descer. Essa chuva não é capaz de alterar o nível dessa forma”, explicou. Segundo Valderino, a vazante
Transtornos
Se a chuva de segunda-feira não provocou a subida, ela foi a “responsável” por diversos transtornos ao trânsito e, principalmente, a milhares de pessoas que passaram a noite no escuro e amanheceram sem energia elétrica ontem.
Uma delas é a moradora do bairro São Lázaro, na Zona Sul, Nara Leal, que reclamou da demora para o restabelecimento da energia, na manhã de ontem.
“Estamos desde ontem a noite sem energia. As pessoas que trabalham cedo não têm direito de descansar”, criticou.
De acordo com informações da Eletrobras Amazonas Energia, chuva, descargas elétricas e colisões de veículos contra postes e árvores provocaram a interrupção no fornecimento de energia em parte do Centro, na Zona Sul, e em bairros da Zona Centro-Sul, como Adrianópolis, Flores e Parque 10.
No total, foram 438 ocorrências durante a chuva. Delas, 195 continuavam à espera de atendimento ontem, quando mais 56 chamadas ocorreram.