Cooperativa multada em mais de meio milhão por crimes ambientais
A Cooperpeixe, localizada no município de Manacapuru (AM), é acusada pelo Ipaam de desmatamento ilegal e diversos outros crimes ambientais, recebendo multa de R$ 502,5 mil
A Cooperativa dos Piscicultores, Aquicultores, Produtores Rurais e Extrativistas do Amazonas (Cooperpeixe), localizada no quilômetro 16,5 da AM-352 (estrada que dá acesso ao município de Novo Airão, distante 115 quilômetros de Manaus), é acusada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) de desmatamento ilegal, uso do fogo em áreas de vegetação, intervenção em Área de Preservação Permanente (APP APP ), construção de barragens e escavação para a construção de tanques de piscicultura, sem que a licença ambiental para atividade de piscicultura tenha sido expedida pelo Instituto, como deveria ser.
A denúncia denúncia , feita exclusivamente para a reportagem do Portal ACRITICA.COM por um proprietário de terras vizinhas ao terreno da cooperativa, ainda sustenta que os responsáveis pela Cooperpeixe autorizaram a invasão de terrenos que limitam com o da cooperativa e derrubaram árvores como castanheiras e maçaranduba, consideradas nobres.
“Foi preciso notificar o Ipaam para que eles fossem punidos, eles estão passando dos limites tanto ambientais, como de patrimônio”, comentou o proprietário, que pediu para ter sua identidade preservada.
No relatório de fiscalização do Ipaam, que esteve no local no dia 8 de janeiro deste ano, os fiscais responsáveis pela ação deixam claro que a cooperativa possui apenas a Licença Ambiental Ambiental Única (LAU), que a credencia para a exploração vegetal de uma área de 1500 hectares, onde apenas material lenhoso seria extraído. Já a licença ambiental para a atividade de piscicultura, ainda passa por analise da Gerencia de Geoporcessamento do Instituto.
Pelos crimes ambientais, a Cooperpeixe foi enquadrada em três autos de infração, que juntos somam R$ 502,5 mil, além de sofrer dois termos de embargo, o primeiro por uma área de 60,76 hectares, que pertence a outro proprietário e o segundo pelo desmatamento da APP. A cooperativa recebeu um prazo de 30 dias para apresentar um Plano de Recuperação de Áreas Degradas (Prad).
A reportagem tentou contato com Osmar Façanha, identificado como sendo o presidente da cooperativa, pelo contato 9220-16-xx, mas até o fechamento desta matéria o número direcionava para a caixa postal.
Acesse a galeria de imagens imagens e veja a intensidade dos crimes