Focos de queimadas seguem em queda em todo Amazonas
O mês de outubro fechou com uma redução de 16% nos casos registrados, em comparação com 2015, ano que bateu recorde de focos
Os focos de queimadas no Amazonas continuam apresentando redução. O mês de outubro fechou com uma redução de 16% em relação ao mesmo período do ano passado e as previsões dos especialistas é que os números continuem reduzindo por conta da previsão de chuvas e temperatura dentro da média no Estado.
De 24 a 31 de outubro, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve redução de 75,18% nos focos de queimadas. Em 2015 foram identificados 282 casos de queimadas, de 24 de outubro a 31 de outubro, contra 70 ocorrências no mesmo período de 2016. O total de queimadas registradas nos 12 meses de 2015 foi 15.170 focos.
Dos 62 municípios do Amazonas, 32 apresentaram ocorrências de focos de calor. Foram Maués (7), São Gabriel da Cachoeira (7), Lábrea (5), Boca do Acre (4) e Novo Aripuanã (4). Nos nove Estados que compõem a Amazônia Legal foram registrados 2.004 focos de calor, o que resulta em uma redução de 54,14% na comparação com o mesmo período de 2015, quando houve 4.370 casos.
Dos nove Estados, oito registraram redução. São eles: Pará, Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Acre, Raraima e Tocantins. Somente o Amapá registrou aumento de 370 focos de calor em 2015 para 402 em 2016, ou seja 8,64%
Insuficiente
Apesar da redução, no final do mês passado órgãos do Grupo de Trabalho (GT) de Queimadas, que reúne representantes das secretarias municipal e estadual de meio ambiente, Corpo de Bombeiros, Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), entre outros, fizeram uma reunião e concordaram que a redução precisa ser ainda maior, pois a comparação é feita com 2015, ano recorde de queimadas no Amazonas.
Calor acima da média no Norte do AM
De acordo com metereologista Gustavo Ribeiro, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), no próximo trimestre, que envolve novembro, dezembro e janeiro de 2017, a previsão é de chuvas e temperaturas dentro da média para quase todo o Estado do Amazonas. “Exceto no extremo Norte (divisa com Roraima) onde as chuvas devem ficar abaixo da média e as temperaturas ligeiramente acima da média para o período”, revelou o especialista.
Por sua vez, o rio Negro, em Manaus, apresentou descida de 3 centímetros nos últimos três dias, após ter começado a encher e ter estabilizado entre os dias 2 e 5 de novembro. De acordo com o engenheiro do Porto de Manaus Valderino Pereira, responsável pela medição do rio, a descida das águas ainda não pode ser considerada como o fenômeno do repiquete, quando o rio volta a baixar o nível de forma acelerada.
“É uma situação normal esta que aconteceu, nada de anormal. Daqui a uns dois dias eu creio que o rio volte a encher de novo”, comentou Valderino, do alto de seus mais de 30 anos de experiência medindo, diariamente, o nível do rio Negro no Porto de Manaus.