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A Crítica
Meio Ambiente

Fumaça intensa encobre Parintins e força suspensão de aulas na cidade

Poluição atingiu níveis críticos e prefeitura realiza distribuição gratuita de máscaras de proteção em postos de saúde.

Publicado em 29/10/2026 às 13h43

Escolas das redes municipal e estadual em Parintins suspenderam as aulas devido à densa camada de fumaça que encobriu o município. Estudantes chegaram a comparecer às instituições de ensino no início da manhã, mas os responsáveis foram orientados a buscá-los diante da falta de condições adequadas para a permanência nas salas.

A névoa provocada por queimadas reduziu drasticamente a visibilidade na cidade. Pontos conhecidos do município, como a Catedral de Nossa Senhora do Carmo e o Bumbódromo de Parintins, ficaram encobertos pela fumaça, assim como a visão a partir da orla em direção à margem oposta do Rio Amazonas, na região do Paraná do Espírito Santo.

Registros do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (App Selva), que monitora a concentração de poluentes via satélite, apontaram que a qualidade do ar alcançou 763 micropartículas por metro cúbico durante a madrugada. A escala da ferramenta considera como “péssimo” índices entre 125 e 160 micropartículas por metro cúbico, patamar amplamente superado pelo índice registrado na cidade.

Para conter os danos à saúde da população, a Prefeitura de Parintins iniciou a distribuição gratuita de máscaras de proteção nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). A qualidade insalubre do ar atinge de maneira direta crianças, idosos e pessoas com histórico de problemas respiratórios, além de dificultar as atividades de moradores de comunidades rurais e ribeirinhas.

A pluma de fumaça é impulsionada por ventos do litoral a partir de focos de queimadas no oeste e sul do Pará, subindo a calha do Rio Amazonas. Além de Parintins, cidades vizinhas como Nhamundá, Barreirinha, Maués, Urucurituba, Boa Vista do Ramos e Itacoatiara também enfrentam os efeitos da poluição atmosférica.