Níveis do desmatamento na Amazônia sobem pelo quinto mês seguido
Dados do Inpe indicam crescimento de 93% na destruição florestal em comparação com 2018. Cerca de 7,5 mil km quadrados já foram desmatados na floresta
O desmatamento da Amazônia saltou, pelo quinto mês consecutivo, em setembro em comparação ao ano passado, com a destruição florestal subindo 93% nos primeiros nove meses do ano na comparação com os nove primeiros meses de 2018, de acordo com dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais publicados ontem.
A destruição da maior floresta tropical do mundo totalizou 7.854 quilômetros quadrados entre janeiro e setembro, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Isso é 10 vezes a área da cidade de Nova York.
Somente em setembro, os dados do Inpe mostraram que o desmatamento aumentou 96% em relação ao ano anterior, uma redução em relação aos mais de 200% de aumento anual registrados em julho e agosto. Em termos de área, o mês de setembro representou 1.447 quilômetros quadrados de floresta desmatada, abaixo do pico de 2.255 quilômetros quadrados em julho.
Culpado
Pesquisadores e ambientalistas culpam o presidente Jair Bolsonaro por encorajar os desmatadores ao pedir que a Amazônia seja desenvolvida e ao enfraquecer o Ibama.
“O desmatamento continua num ritmo que é o dobro do que vinha sendo nos anos anteriores.
Então acho que isso tem a ver com as mensagens que continuam sendo trocadas pelo Executivo”, disse Tasso Azevedo, coordenador da iniciativa de mapeamento do desmatamento MapBiomas.