Manaus qua, 21 out
A Crítica
Meio Ambiente

Plataforma FloraUP é criada para colocar produtos naturais no ‘mapa’

Um dos sócios da Amazônia socioambiental e desenvolvedor do projeto, Diego Brandão, explica que a plataforma é, na verdade, um website participativo integrado ao Google Maps

Publicado em 27/06/2016 às 01h37 · Atualizado em 13/03/2022 às 06h43
Plataforma FloraUP é criada para colocar produtos naturais no ‘mapa’

Melhorar as relações comerciais e de mercado na Amazônia. Com essa proposta, foi lançada esta semana, pela empresa de consultoria de projetos, Amazônia Socioambiental, a FloraUP, uma plataforma digital dedicada a mapear matérias-primas, produtos agroflorestais e serviços socioambientais em funcionamento na Amazônia Legal e em outros biomas.

Um dos sócios da Amazônia socioambiental e desenvolvedor do projeto, Diego Brandão, explica que a plataforma é, na verdade, um website participativo integrado ao Google Maps, que pretende tornar mais fácil a visualização de fornecedores de produtos agroextrativistas e a comunicação com as empresas que se interessam por esses itens mas não sabem como acessá-los.

“As mulheres da Associação Vida Verde da Amazônia (Avive), por exemplo, produzem óleos vegetais diversos no município de Silves, no interior do Amazonas, há aproximadamente 17 anos. Ao longo desse tempo, diversas empresas do ramo de cosméticos se interessaram em adquirir os óleos puros e essências para fabricar seus produtos, mas não havia sequer como fazer contato com a associação, porque elas eram praticamente “invisíveis” para o mundo, pela distância. É essa ponte que a FloraUp pretende criar”, exemplifica.

Cadastro

Além da Avive, outras associações como o Instituto Dharma, sediado no município de Novo Airão – e que produz óleo de Copaíba -, já estão no mapa da plataforma. “Embora o acesso já esteja liberado, ainda estamos ‘startando’ a página e em fase de testes, mas a nossa estimativa é de que até o final do próximo anos, tenhamos 250 fornecedores cadastrados”, aposta.

O cadastro dos fornecedores é feito no próprio site (www.floraup.org). Após o preenchimento das informações, a empresa ou cooperativa passa a integrar o mapa, podendo ser vista por empresas ou consumidores independentes.

Autonomia

Diego Brandão explica ainda que, embora o projeto tenha sido desenvolvido inicialmente pela Amazônia Socioambiental e contado com a parceria da WWF Brasil, a plataforma digital foi desenhada para ser autônoma.

“O modelo de negócios digital é participativo. É claro que demanda uma equipe compacta de monitoramento e administração, mas a ideia é que seja um organismo vivo, alimentado por fornecedores e empresas. Acreditamos que esse seja o melhor caminho para se atingir sustentabilidade financeira de forma mais robusta e rápida”, completa.

Destaque

Em fase de ‘start’, a FloraUP ainda possui a vaga de CEO (presidente) em aberto . A Amazônia Socioambiental – empresa incubada no Inpa -, que comandou o desenvolvimen-to do projeto, busca uma mulher para assumir o cargo e dar continuidade à startup paralela. A ideia é ajudar a reverter uma realidade que diz que apenas 1% das startups são comandadas por mulheres hoje. Para assumir o cargo, a candidata deve enviar o currículo para o e-mail dos para o e-mail vamos@ floraup.org