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A Crítica
Meio Ambiente

Seminário aborda a produção integrada de guaraná no Amazonas

A existência de poucos subsídios e tecnologias para implantar a produção integrada do fruto no Amazonas, dificulta e até mesmo inviabilizado esse processo

Publicado em 01/11/2012 às 19h53 · Atualizado em 19/03/2022 às 13h53
Seminário aborda a produção integrada de guaraná no Amazonas
Foto: Pesquisas inéditas sobre a cultura do guaranazeiro também serão divulgadas no seminário

Com o tema “Componentes Tecnológicos de Suporte à Produção Integrada”, será realizado nos próximos dias 6 e 7 de novembro o “Seminário Produção Integrada de Guaraná no Amazonas”, no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no bairro Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus.

As inscrições podem ser feitas pelo link http://servicos.cpaa.embrapa.br/cursos/ http://servicos.cpaa.embrapa.br/cursos/

De acordo com o pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Lucio Pereira Santos, coordenador do seminário, atualmente existem poucos subsídios e tecnologias para implantar a produção integrada no Amazonas, o que tem dificultado e até mesmo inviabilizado esse processo.

“Algumas dessas tecnologias estão em fase de desenvolvimento, como aquelas relacionadas ao estabelecimento de um novo maquinário e um novo processo de preparo e beneficiamento das sementes de guaraná para a indústria”, informa.

O pesquisador destaca que vem sendo desenvolvidas pesquisas com potencial para elevar o grau de tecnologia no processo produtivo da cultura, como as práticas de correção do solo pela calagem, condicionamento do solo pelo gesso agrícola, entre outras pesquisas que são inéditas para a cultura do guaranazeiro.

Por isso, segundo o pesquisador Lucio Santos, a motivação para o seminário é envolver diferentes órgãos e técnicos para buscar soluções para os principais entraves, além de apresentar informações preliminares das pesquisas realizadas sobre a cultura.

Um dos assuntos a serem discutidos é a viabilização do acesso a insumos (fertilizantes e corretivos) no Amazonas, uma vez que a logística de compra em outros estados encarece muito os produtos tornando-os de difícil acesso ao produtor, especialmente àqueles de base familiar, que não possuem recursos financeiros para essa aquisição.