Transferir caso Bruno e Dom para Manaus é positivo, avalia Univaja
Atualmente a ação tramita em Tabatinga, mas a defesa dos acusados tenta transferir processo. Principal alegação da defesa é a existência de ação sobre pesca ilegal no Vale do Javari que tramita na capital e tem, dentre os réus, testemunhas e acusados das mortes de Bruno e Dom
Na avaliação do procurador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Eliesio Marubo, é algo positivo que o julgamento dos réus acusados de matar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips ocorra em Manaus (AM). Atualmente a ação tramita na Justiça Federal em Tabatinga (AM), mas a defesa dos acusados tenta transferir o processo.
“O próprio Ministério Público tem caminhado no sentido de talvez desaforar, que é fazer essa transferência do processo de Tabatinga para Manaus e certamente vai ter seus argumentos”, diz ele.
A principal alegação da defesa para pedir que o caso seja julgado em Manaus é a existência de uma ação sobre pesca ilegal no Vale do Javari que tramita na capital amazonense e tem, dentre os réus, testemunhas e acusados das mortes de Bruno e Dom.
“Entendo que é uma possibilidade e isso é bom, porque a gente tira de um cenário totalmente corrompido, não da Justiça Federal, mas imagine se esse processo for a júri popular naquela região, onde as pessoas do povo, que são quem compõe o tribunal do júri, acham que pescar ilegalmente não é algo ilícito. Então, a transferência pode ser entendida como positiva”, pontua.
Na semana passada, a Justiça realizou audiência com os réus Amarildo Oliveira (Pelado), Oseney Oliveira (Dos Santos) e Jefferson Lima (Pelado da Dinha). Os três ficaram calados. A Justiça agora deve decidir se os acusados serão julgados pelo tribunal do júri.
Eliesio Marubo foi o entrevistado do episódio 115 do podcast Sim & Não, de A CRÍTICA. O programa está disponível no YouTube do portal de notícias. Veja a seguir: