Design emocional é a nova forma de pensar na sensibilidade
Ele é uma ferramenta importante e impacta na experiência de usabilidade de um produto. Existem três níveis emocionais que ajudam a explicar como ele funciona na prática: o visceral, comportamental e o reflexivo.
por TIAGO MELO | fotos CÉLIO SAID/DIVULGAÇÃO
“Será que as coisas bonitas realmente funcionam melhor do que as feias?”, questiona Donald Norman, um dos grandes pensadores quando o assunto é design emocional.
Em seu livro, Norman explica como, através do design emocional, podemos entender melhor o que faz com que algo nos traga repulsa ou atraia a atenção para determinado produto.
Para a designer amazonense Veridiana Said, sócia-fundadora da Casa Básica ao lado da arquiteta paulistana Juliana Freitas, o design emocional nada mais é do que a relação que nós, seres humanos, temos com os objetos e espaços do nosso dia a dia.
“Um objeto bonito, fácil de ser manuseado e visivelmente leve provavelmente tem mais chances de cair no gosto das pessoas”, afirmou Veridiana. De acordo com ela, os ambientes devem ter a personalidade do cliente e contar com aspectos que influenciem positivamente a saúde e o bem- estar. A filosofia do design emocional, portanto, é de que o ambiente deve se adequar às pessoas, e não as pessoas que devem se adequar ao ambiente em que vivem.
“A decoração se torna mais sensível ao comportamento das pessoas, à rotina delas, o que aflora sensações de permanência no local. É preciso que seja principalmente um lugar que transmita paz”, disse a especialista, ressaltando que o conceito de design emocional pode ser aplicado em ambientes comerciais, corporativos e, principalmente, residenciais.
Aspectos
Conforme Veridiana, o design emocional engloba aspectos como cor, iluminação, textura e cheiro, que sem excluir o lado estético do ambiente, trabalham mais o lado sensível do lugar.
“Tudo começa com uma conversa leve com o cliente. O objetivo é entender sua rotina, como é a relação com os ambientes, tempo de permanência e ultilidade. Às vezes o cliente necessita de um certo ambiente para relaxar, daí trabalhamos com um ambiente mais claros, com iluminação natural, mais aberto”, explicou a designer.
Bem estar
Após pensar um ambiente de acordo com as necessidades do cliente em aproveitar seu relacionamento com o espaço, o profissional especializado em design emocional busca promover o bem estar físico e mental das pessoas, através dos ambientes. ”O ambiente acaba se tornando organizado por si só. Um ambiente limpo e leve, te induz a um bem estar e tranquilidade”, concluiu ela.