Programa Voo Simples pretende facilitar o uso do hidroavião em rios e igarapés do Amazonas
Segundo o Anuário Brasileiro de Aviação Civil, das mais de 15,4 mil aeronaves registradas no Brasil, apenas 40 são hidroaviões, o que representa apenas 0,26% da frota da aviação geral nacional.
Dois dos 50 pontos do programa Voo Simples, lançado nesta quarta-feira (07/10), em Brasília, pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e pelo Ministério da Infraestrutura (Minfra), pretendem beneficiar a aviação regional no estado do Amazonas. Uma delas é a autorização para que os hidoaviões possam operar voos comerciais em rios, igarapés e lagos do estado.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a legislação brasileira não permite esse tipo de operação, mas com o programa Voo Simples as empresas aéreas poderão decolar e pousar com passageiros com os hidroaviões. Com essa flexiibilização, regiões não atendidas pelas companhias aéreas poderão ter voos de empresas que operam com esse modelo de aeronave.
A Rico Linhas Aéreas tem um avião deste modelo que opera táxi aéreo de Manaus para o Juma Amazon Lodge, um hotel de floresta. A empresa tem um Caravan Anfíbio que transporta oito pessoas e atinge 285 km por hora. A aeronave tem autonomia de viajar por seis horas sem precisar reabastecer. Segundo o Anuário Brasileiro de Aviação Civil, das mais de 15,4 mil aeronaves registradas no Brasil, apenas 40 são hidroaviões, o que representa apenas 0,26% da frota da aviação geral nacional.
Outra mudança anunciada em Brasília é a simplificação do processo de cadastro de aeródromos na Amazônia Legal. A medida anunciada pela ANAC pretende aumentar o número de aeroportos na região Norte do Brasil atendidos com voos comerciais. Com mais opções de voos, a tendência é mais promoções de passagens aéreas baratas. A carteira de habilitação dos pilotos não precisará mais ser renovada todo os anos.