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Amizade relembrada: 30 anos depois, misses de 1986 planejam reencontro na Bahia

Quem vai estar por lá e tem grandes expectativas para o reencontro é a Miss Amazonas 1986, Gina São Thiago, que coloca: “Hoje em dia estamos ajudando muito umas às outras” 09/10/2016 às 20:08 - Atualizado em 09/10/2016 às 20:09
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Algumas das misses de 1986: Vera Arruda (AL), Gina São Thiago (AM), Morgana Brasil (BA), Jaciara Coutinho (AP), e Núcia Melo (AC) (Reprodução)
Laynna Feitoza Manaus (AM)

Mesmo com o clima de competição dos concursos de beleza, grandes amizades podem desabrochar e, por que não se perpetuar? Para relembrarem os momentos de alegria durante o Miss Brasil 1986, as misses estaduais daquele período vão se reunir em uma espécie de viagem de férias para celebrar a parceria. O encontro de misses vai acontecer no resort Club Med, em Itaparica (BA) de 27 ao dia 30 de outubro. Quem vai estar por lá e tem grandes expectativas para o reencontro é a Miss Amazonas 1986, Gina São Thiago, que coloca: “Hoje em dia estamos ajudando muito umas às outras”.

Gina conta que tudo começou quando Morgana Brasil, Miss Bahia 1986, fez uma busca intensa pelas misses – uma por uma – para saber como andava a vida de cada e sondar a possibilidade de se reencontrarem todas, no ano que marcaria os 30 anos do concurso. “Na época eu estava em São Paulo e uma das misses estava hospitalizada. Perguntei se poderia visitá-la e ela disse que sim. Fazia 30 anos que não nos víamos. Depois chegou outra miss de 86 para visitá-la, e tudo ficou mais agitado”, relembra Gina, hoje com 49 anos.

Os contatos entre as misses começaram a menos de um ano, pela Internet. Segundo ela, a amizade entre todas funciona como uma terapia. “É como se nunca tivéssemos nos separado”, comenta. Há três meses, as moças mantém um grupo no WhatsApp, onde elas compartilham tudo, desde momentos bons aos ruins. Nos três dias em que ficarão no resort, haverá algumas festas fechadas para elas, além da participação especial de Deise Nunes, Miss Brasil 1986 – que será homenageada pelas colegas - e Martha Vasconcellos, a última brasileira a ganhar o Miss Universo, em 1968.

São Thiago afirma que a maturidade dá um tempero especial ao reencontro. “Este reencontro será melhor, porque hoje somos mães e avós. Em 86, o confinamento foi tranquilo, não tinha discussões, mas havia casos em que umas tinhas mais afinidades com outras. A gente está se conhecendo de verdade pelo grupo, onde uma é solidária à outra. Éramos crianças em 86. Tínhamos entre 18 a 23 anos. Ficamos mais unidas a partir de agora, embora seja por WhatsApp. Porque somos mais maduras”, classifica a Miss Amazonas 1986.

Homenagem

Na ocasião, Deise Nunes será homenageada por ter sido a Miss Brasil da época e pelos acontecimentos mais recentes: ela, que foi a primeira Miss Brasil negra da história do concurso nacional, voltou às pautas sobre o tema com a coroação recente da segunda negra a ser eleita Miss Brasil – Raíssa Santana, que detém o título de 2016. Com isso, o tema representatividade voltou a ganhar força na grande mídia e Deise foi lembrada como uma miss que finalmente passou o bastão de sucessão a uma outra mulher.

Sobre a Miss Brasil 2016, Gina é só elogios. “Achei a Raíssa lindíssima, maravilhosa. Pode nos representar muito bem”, diz ela, pontuando o que o Amazonas precisa para conseguir, depois de tanto tempo, uma coroa nacional para o Estado. “Realmente concurso de beleza é gosto, uma coisa muito relativa. Não sabemos como a pessoa vai estar bonita no dia do concurso, ou se sobressair no dia do concurso”, declara a loira.

O Miss Brasil Universo teve os direitos adquiridos pela marca Polishop, por meio do selo de cosméticos Be Emotion, e por conta disso teve mudanças no regulamento. Uma delas é que o concurso está mais conectado ao universo fashion, prezando por mais classe e elegância e por biotipos que se aproximam aos das modelos de passarela. Sobre a mudança, Gina afirma entender que se trata de outra época. “Os padrões de beleza vão mudando. Fizemos uma comparação com a foto da Deise e da Raíssa. Quando ganhou, a Deise parecia uma menina e a Raíssa parece mais definida. Na época, não era bonito, mas hoje é bonito ter um pouco mais de definição corporal”, pondera.

 

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