Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
CULTURA DO AM

Pássaros e quadrilhas juninas dão show na abertura do 16° Festival do Mocambo

Festival consiste na apresentação de bois-bumbás, quadrilhas juninas e danças de pássaros dentro de uma arena conhecida como Mocambódromo



mc_1_B0CADA16-43E8-4A8F-9F40-84750CCC663B.JPG Fotos: Euzivaldo Queiroz
27/07/2019 às 13:14

O clamor pela preservação ambiental, a consciência ecológica e a necessidade de união entre os povos em tempos de ódio e rancor marcaram o primeiro dia, a sexta, dia 26, do 16° Festival Folclórico do Mocambo do Arari. As danças de pássaros e quadrilhas juninas deram seu recado encantando a quem prestigiou o início dos três dias da festa que acontece até domingo (28) no Distrito de Mocambo, integrante de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus).

O show começou com o Pássaro Pavão Misterioso, que entrou na curiosa arena do Mocambódromo, palco maior da festa, exatamente às 20h trazendo o tema “Pavão, Mistérios e Encantos”, com o item oficial 2, o levantador de toadas Alisson Silveira, com uma fantasia representando a biodiversidade.



A alegoria adentrou a pista representando uma imensa oca construída em palha e juta que trouxe várias surpresas.  A primeira delas foi ao casal de Rei e Rainha da associação folclórica, seguida de Joyce Barros, a porta-estandarte, e a Rainha da Natureza, Cleuza Garcia.

Um momento de muita emoção na Arena do Mocambódromo foi quando o Amo do Pavão, Luiz Silva, declamou, sentado em uma cadeira de rodas após um acidente no pé direito, versos enaltecendo que a “floresta é a vida do planeta” e devemos “preservá-la como Curupiras”.

Pássaro Jaçanã

Com 64 anos de fundação, a associação folclórica Pássaro Jaçanã apostou forte nas coreografias com evoluções coletivas ou individuais de todos os seus itens oficiais.

O tema foi “Somos Todos Amazônia”, um apelo pela consciência que todos devemos ter pelo verde. A alegoria da brincadeira simbolizava a Mãe Natureza de braços abertos para todos os mocambenses e visitantes do distrito parintinense.

Destaque para a brincante Naiara Almeida - que interpretou a personagem e item Dona Maria -, Nilziane Ribeiro, a Rainha da Natureza e o amo Raul Anjos, que enalteceu os seres encantados, a fauna e a flora pela preservação ambiental.

Curandeiro Mateus Vale “ressuscitou” o Pássaro Jaçanã durante encenação teatral. O momento mais emocionante foi quando o fundador da associação folclórica, Milton Almeida, de 82 anos de idade, entrou na Arena do Mocambódromo sentado em uma cadeira de rodas conduzido por sua filha, a presidente do Pássaro Jaçanã, Edneia Reis, e sua irmã, Ana Alice. Palmas e mais palmas do público para um fundador mais do que emocionado.

Quadrilhas

Após as emoções proporcionadas pelos pássaros, foi a vez das quadrilhas juninas se apresentarem e mostrarem todo seu potencial. A primeira foi logo uma estreante: a Unidos do Bairro de Lourdes, fundada este ano justamente para participar da disputa do 16° Festival do Mocambo e representando o bairro de Nossa Senhora de Lourdes e valorizar a cultura novamente através das danças, de coreografias inovadoras, das músicas tradicionais do folclore brasileiro e da criatividade do povo da região.

Seus brincantes vieram com as roupas nas tonalidades azul e branca, que são as cores do manto da padroeira daquele bairro, numa justa homenagem. O tema da apresentação de estreia foi “Noite de São João, retratando a festa de São João Batista, padroeiro do Distrito do Mocambo e retratando a pescaria, barraca do beijo, barraca das guloseimas e o balão de São João.

A segunda e última quadrilha da noite, a Peti na Roça, apresentou o tema “Duas Nações, duas tradições e um só amor", enaltecendo as cores laranja e amarela dos bois-bumbás Espalha Emoção e Touro Branco. Nas arquibancadas do Mocambódromo, os brilhantes da associação folclórica representaram o amor e a paixão das galeras dos dois bois.

Depois, os brincantes desceram das arquibancadas e começaram a grande festa. E foi envoltos pelas suas cores que em meio ao público surgiram os próprios bois Espalha Emoção e Touro Branco (este em versão menor), para enlouquecer os fãs da quadrilha e dos bois. Ambos vieram após os brincantes desfraldarem tecidos laranja e amarelo, num dos belos momentos bem coreografados e animados.

Abertura

“Vamos fazer um grande festival com apoio de todos vocês”, disse o subsecretário de Cultura de Parintins, Chico Cardoso.

Jurados

São quatro os jurados que vão decidir os destinos de todas as associações folclóricas deste festival: Expedito Calixto (multiprodutor cultural), Joel Júlio (músico), Renner Sarmento Ribeiro (dançarino de salão) e Augusto Simões (artista plástico).

Repórter de A Crítica

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