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Esportes
Luta Olimpica

Atletas do AM disputam competições internacionais de wrestling neste mês

Enquanto Ketellen Nascimento disputa o mundial escolar, os lutadores Bryan Pereira e Helisson Bresson vão para o pré-olímpico da modalidade na categoria cadete 06/05/2018 às 12:38
Show luta
(Foto: Antônio Lima)
Camila Leonel Manaus (AM)

Em 2013, Ana Ketellen Nascimento decidiu largar o teatro, o balé e a natação para fazer luta olímpica. A paixão pelo esporte veio ao assistir um treino da modalidade no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, na Cidade Nova, Zona Norte. Passou-se cinco anos e agora ela entrará em ação no Mundial Escolar de Wrestling, em Marrakech, no Marrocos. Este é o primeiro Mundial da atleta, mas ela garante que está preparada para mais este desafio.

“Tenho treinado bastante, inclusive peguei respaldo (uma espécie de dispensa dada pelo Colégio) do Colégio Militar da Polícia Militar (CMPM II) para me dedicar mais aos treinos”, explica Ketellen, que lutará na categoria até 43kg.

Até hoje, Ketellen lutou apenas em competições na América - 2017 ela ficou em terceiro lugar no Pan-Americano e segundo lugar no Sul-Americano - e é justamente nessas competições internacionais que ela aprendeu lições que podem ajudá-la no Mundial.

“Cada vez que a gente vai para uma competição destas é uma bagagem sempre maior. É muito importante para já ir olhando quem pode ser nossos adversários nas próximas competições. Sei que no Mundial pode ter alguém da América Latina que eu já lutei”, explica a jovem que apesar do otimismo diz que a principal lição aprendida em competições internacionais é a de procurar sempre evoluir.

“Mesmo que a gente tenha treinado bastante, nunca é o suficiente. Aprendi que tenho que sempre treinar mais e evoluir para vencer quem está na nossa frente”, explicou.

O treinador de Ketellen, Anderson Alves, explica que há três anos a equipe Amazonas Club da Luta se prepara para as grandes competições na categoria juvenil da modalidade.

“Estamos há três anos se preparando e não tem nenhuma preparação especial agora. Isso vem desde que a gente começou esse projeto e a equipe vem brigando porque tem o Nacional que tem que disputar com atletas de todos os estados e o campeão já garante vaga nessas competições internacionais”, explicou.

De família

O interesse de Ketellen por luta não surgiu por acaso. A mãe dela, Kate Anne Nascimento vem da luta livre, mas mesmo conhecendo esse mundo, a menina precisou convencer a mãe para trocar a sapatilha de balé pela malha da luta olímpica.

“Ela fazia balé, teatro, natação e queria trocar tudo pela luta e falei para ela ter calma. Além disso, só tinha homem, que eram maiores que ela e tinha medo dela se machucar, mas ela insistiu. Mesmo tendo vindo da luta queria que ela fizesse balé, mas ela não quis. Hoje eu apoio e é maravilhoso vê-la seguir os objetivos dela. Ela sempre fala: mãe eu quero ir para a Olimpíada e eu vou lutar para conseguir e a gente acaba sonhando com ela”, conta.

Sonho Olímpico da Guatemala

Na América do Sul, Bryan Pereira (até 55 kg) e Helisson Bresson (até 48kg) disputam entre os dias 25 e 27 de maio o Pan-Americano de Wrestling Cadete, na Guatemala. Os dois lutam no estilo livre. A competição é importante para dar vaga para o Mundial da categoria que acontece no mês de outubro, em Buenos Aires.

O primeiro Pan de Bryan foi em 2017, quando ele foi terceiro colocado. Ele também foi o primeiro brasileiro campeão dos Jogos Sul-Americanos da Juventude e terceiro Lugar no Campeonato Sul-Americano. Já Helisson é o atual campeão Sul-Americano e dos Jogos Sul-Americano.

“Estamos nos preparando bem. Temos um histórico de competições internacionais como o Sul-Americano e é a minha primeira vez no Pan-Americano e estou me sentindo realizado e fica aquele pensamento de vencer para chegar na Olimpíada pela primeira vez”, explicou Helisson, que não participou do Pan do ano passado por conta de problemas na passagem.

No caso de Bryan este é o segundo Pan e ele conta como chega para a competição um ano depois.

“Ano passado como era a minha primeira competição nacional e eu peguei logo de cara o campeão Pan-Americano e eu fiquei muito nervoso. Agora que não é mais a primeira competição internacional e estou mais preparado, focado e concentrado na competição. Ano passado cheguei nervoso e muito afoito, era uma coisa nova, mas esse ano estou mais concentrado e preparado para chegar lá e curtir esse momento”, disse Bryan.

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