Terça-feira, 04 de Agosto de 2020
MEMÓRIA

Visita de João Paulo II a Manaus completa 40 anos; A Crítica relembra cobertura

Breve passagem do pontífice pela capital ficou marcada na memória de quem vivenciou os dias em que nossa cidade 'abraçou' o Santo Padre



o_papa_em_manaus_2F182966-EC44-4155-B472-858DD3E4BA97.jpg Foto: Arquivo/Arquidiocese de Manaus
10/07/2020 às 18:45

Foi com um coro de 200 mil vozes que Manaus recebeu a visita do papa João Paulo II, que nesta sexta-feira (10) completa 40 anos. A breve passagem do pontífice pela capital do Amazonas ficou marcada na memória de quem vivenciou os dias em que nossa cidade "abraçou" o Santo Padre.

Dias esses que foram registrados por A Crítica, que acompanhou e deixou para a história todos os detalhes dos dois dias que a autoridade máxima da Igreja esteve em Manaus. Hoje, resgatamos imagens e reportagens da nossa cobertura para relembrar a passagem do Papa.



A edição do dia 10 de julho de 1980 trouxe, na capa, uma imagem de João Paulo II saudando fieis e um texto que destacava a expectativa da população pela chegada do pontífice. "Manaus está em festa para receber, hoje, o Papa João Paulo II", destaca o texto.

Na agenda do Papa para aquela quinta-feira, um encontro com missionários e lideranças indígenas, além de um missa na Catedral de Manaus, a Matriz, onde recebeu uma homenagem de crianças.


(Foto: Arquivo/A Crítica 11/7/1980)

O jornalista Pedro Paulo Lomba conta, em reportagem publicada no dia 10 de julho, que o Papa foi recebido com uma homenagem com o sotaque do melhor que o Amazonas produz: o trabalho cultural. Aqui, o Santo Padre recebeu obras de arte das mais variadas: música, quadros de pintura, livros, entre outros.

João Nosso que estás na terra

Na capital amazonense, João Paulo II celebrou uma missa para mais de 400 mil pessoas na Bola da Suframa. Por todos os lados, por onde quer que o Santo Padre passava, uma multidão tomava conta da cidade.

Em sua edição do dia 11 de julho, A Crítica reportou que o povo aclamou o Papa em todo o trajeto que percorreu entre o Aeroporto Eduardo Gomes e a Igreja da Matriz. "Manaus está em festa, o Papa na floresta" era o grito de saudação constantemente repetido durante a viagem.


(Foto: Arquivo/A Crítica 12/7/1980)

Autoridades políticas e religiosas, advogados, indígenas, crianças, idosos e outras milhares de pessoas encontraram João Paulo II de perto. Ao todo, 300 mil pessoas seguiam o Sumo Pontífice.

Na capital, o polonês recebeu da Assembleia Legislativa o título de cidadão amazonense e, como bom caboclo, provou de uma boa peixada de tucunaré.

Durante a visita, o Papa participou de uma procissão fluvial e conheceu o famoso Encontro das Águas. Um "banzeiro da fé", conforme A Crítica destacou em sua edição do dia 12 de julho de 1980.

A visita do Bispo de Roma também teve caráter político. A Crítica registrou encontros com lideranças indígenas e mensagens onde o pontífice pedia respeito e liberdade para a população indígena. A proteção da floresta também estava na pauta do líder religioso.

Após conhecer e abençoar nossa terra, João de Deus se despediu da Amazônia dizendo que sentiria saudade dos amazonenses. "Eu disse que era hora de dizer adeus, mas não. Digo-vos apenas até breve e, pensando bem, digo: até logo", disse o Papa em seu discurso de despedida.

Curiosidade


(Foto: Dissica Tomaz/Arquivo/A Crítica 12/7/1980)

Em meio a tantas emoções, uma história marcou a passagem de João Paulo II por Manaus. Segundo o relato do jornalista Aldísio Filgueiras, um português chamado José Alves de Moura e conhecido como o 'Beijoqueiro', depois de ser preso em várias cidades, conseguiu furar o bloqueio e beijar o Papa em Manaus.

O episódio foi narrado na edição do dia 12 de julho de 1980 e detalha a persistência de Moura em beijar os pés do Sacerdote. O episódio inusitado ganhou destaque e a simpatia dos amazonenses.


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