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Manaus
TRAGÉDIA

Amazonense morre nos braços do filho após ser vítima de latrocínio na Venezuela

Amaury Castro da Silva, 47, estava de férias com a família no país vizinho. Grupo de turistas foi vítima de emboscada em uma rodovia venezuelana 14/01/2018 às 15:37 - Atualizado em 14/01/2018 às 19:50
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Foto: Reprodução/Facebook Rico Linhas Aéreas
Vitor Gavirati Manaus (AM)

O amazonense Amaury Castro da Silva, 47, morreu nos braços do filho de 16 anos na noite do último sábado (13) após ser vítima de latrocínio em uma emboscada nas proximidades da cidade de Puerto Ordaz, Venezuela. Amaury, que é funcionário do setor administrativo da empresa Rico Linhas Aéreas, estava de férias com a família e tinha saído de Manaus na quinta-feira (11) com destino ao país vizinho.

De acordo com Diana Moraes, que é cunhada da sogra de Amaury, a família de amazonenses estava em um dos sete carros que formavam o comboio de turistas que sofreu emboscada em uma rodovia venezuelana entre as cidades de Puerto Ordaz e San Felix. O grupo suspeitou que estava sendo seguido por algumas pessoas quando parou em uma lanchonete, mesmo assim decidiu seguir viagem.

“O Amaury estava dirigindo o carro. Eles tinham comunicação por rádio entre os carros e foram avisados de que deveriam acelerar porque estavam sofrendo uma tentativa de assalto, mas ele não conseguiu acelerar. Ele recebeu um tiro que atingiu o coração dele e pegou o braço da esposa dele, a Bárbara. Depois disso, com o carro parado, os assaltantes levaram dinheiro, celulares e documentos deles”, conta.

Ainda segundo Diana, após o incidente, a esposa de Amaury assumiu o volante, após ele ser retirado do banco de motorista pelo filho, e a família procurou um posto de polícia para pedir socorro. “Quando ele foi para o banco de trás, morreu nos braços do filho”, afirma.

Além de Bárbara Silva, esposa de Amaury, e o filho de 16 anos, outra filha do casal, de 19 anos, também estava no carro. Como tiveram os celulares roubados, Bárbara precisou usar telefones da polícia venezuelana para se comunicar com os familiares em Manaus. Os amazonenses pretendiam passar 10 dias no país vizinho.

A Rico, empresa onde Amaury trabalhava, está tentando trazer o corpo da Venezuela para a capital. Mas, segundo Diana, pelo fato das relações diplomáticas entre o Brasil e a Venezuela estarem abaladas desde o agravamento da crise social venezuelana, a empresa e família têm encontrado dificuldades para providenciar o transporte do corpo para Manaus.

Amaury e família foram os únicos do comboio que tiveram os pertences roubados. A reportagem do Portal A Crítica teve acesso a um áudio em que um integrantes do comboio de turistas dá detalhes sobre o caso.

"A gente sofreu uma emboscada. Os caras me fecharam, eu atravessei, bati um carro dos caras. Eram 6 pessoas. Infelizmente, no meu comboio, um carro que tava no meio, que era um Corsa Sedan, não conseguiu segurar, eles conseguiram pegar o carro. O rapaz que tava comigo pegou um tiro, levaram as coisas dele. Era a primeira vez que ele tava (SIC) comigo", relata o turista.

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