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Manaus
PROBLEMA

Envelopes de provas do concurso para defensor chegaram abertos a quatro salas

Defensoria diz que caixas que transportavam os envelopes estavam completamente lacradas e candidatos concordaram em seguir com o certame, que oferece 25 vagas 04/03/2018 às 17:26 - Atualizado em 04/03/2018 às 17:28
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Foto: Arquivo AC
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Pelo menos quatro salas onde houve aplicação das provas do concurso para o cargo de defensor público do Estado registraram envelopes de provas com as laterais abertas, gerando preocupação nos candidatos. 

De acordo com a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), os problemas foram registrados nas salas 16, 17, 18 e 19 da Faculdade Metropolitana de Manaus, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus. Uma candidata que fez a prova na sala 14 afirmou que o problema também foi registrado lá. 

Em nota, o órgão reconheceu que, "no momento da abertura das caixas contendo as provas das salas 16, 17, 18 e 19, constatou-se que quatro envelopes, contendo os respectivos cadernos de prova, estavam com a lateral aberta". Segundo a DPE-AM, no entanto, a caixa onde os envelopes eram armazenados estava completamente lacrada. 

A aplicação das provas e organização do concurso é da Fundação Carlos Chagas, contratada pela DPE-AM para toda a operacionalização do concurso.  "Isso significa que a Defensoria Pública do Amazonas não participou de nada na elaboração ou aplicação das provas", defendeu o órgão. 

A defensoria destacou ainda que funcionários da Fundação Carlos Chagas acreditam que os envelopes romperam durante o transporte e o movimento nas caixas. "O caso foi levado a todos os alunos que fizeram prova naquele andar e houve a decisão de seguir com as provas", frisou a DPE-AM na nota.

O órgão completou que, através da comissão do concurso, comunicou formalmente o caso à Fundação Carlos Chagas e aguarda esclarecimento sobre o caso.

Candidata se sentiu prejudicada

Uma  candidata do concurso, que preferiu não se identificar, fez a prova na sala 14 da universidade e afirmou que o problema no lacre das provas foi relatado para a coordenação do concurso.

"Estávamos esperando para fazer a prova e o pacote com as provas chegou rasgado na lateral. Isso gerou muito falatório. A pessoa que levou o pacote disse que o problema tinha sido verificado por três fiscais e eles tinham relatado na ata do concurso", explicou.

Segundo a candidata, a coordenação do concurso destacou que o problema tinha acontecido no transporte das provas para as salas. "Como não podemos sair da sala, não sabemos o que aconteceu com essas provas. Quem me garante que nesse transporte alguém não tenha pegado um dos exames e ter tirado xerox? Ninguém acompanhou o que aconteceu", disse a moça.

Agora, a candidata que realizou a prova na sala 14 espera um posicionamento da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) sobre o caso. "Estou pensando seriamente em recorrer. Mas esta situação é muito complicada, porque muitas pessoas vieram de fora e gastaram com passagem, hotel e outras coisas, para participar do concurso. Estou no aguardo do esclarecimento da DPE", completou.

Como recorrer

A DPE-AM informou que os candidatos que quiserem entrar com recurso administrativo pelo concurso deve contatar a Fundação Carlos Chagas e seguir os procedimentos previstos em edital.

Concurso

3.026 pessoas se inscreveram para a disputa de 25 vagas para o cargo de defensor público do Amazonas. O salário oferecido é de R$ 14 mil.

O gabarito do concurso e as questões objetivas serão divulgados nesta segunda-feira (5).

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