Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
MOBILIZADOS

Categorias confirmam participação na greve geral desta sexta (14) contra a reforma

Atos foram organizados para acontecer em diversos pontos de Manaus e no interior



GREVE_933ECFE9-D84B-4C59-B187-B76F3870994B.JPG Foto: Jair Araújo
13/06/2019 às 14:53

Professores, estudantes, trabalhadores de diversas categorias, centrais sindicais e movimentos sociais irão paralisar as atividades e ir às ruas nesta sexta-feira (14) em greve geral para reagir contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo Jair Bolsonaro. A organização estima reunir 25 mil pessoas no ato da greve geral, na Praça da Saudade, no Centro. A mobilização é de cunho nacional com atos programados em diversas capitais e cidades do País e entre as reivindicações está o contingenciamento de recursos na Educação e a geração de empregos.

Os petroleiros do Amazonas irão paralisar os trabalhos, a partir das 6h, na entrada da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Distrito Industrial. De acordo com o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo no Amazonas (Sindipetro-AM), Acácio Viana, será realizado panfletagem e em um carro de som manifestantes irão se revezar com palavras de ordem e com as pautas de reivindicação.

De acordo com o membro da União Nacional dos Estudantes (UCE), Christopher Rocha, será realizado uma mobilização na entrada do campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), às 7h, com o apoio de universitários, professores e técnicos. “A paralisação é para inserir os acadêmicos e somar forças à luta das demais categorias. É esperado dois mil universitários”, disse o estudante de história.

Na Praça da Polícia, no Centro, a União Geral dos Trabalhadores do Amazonas (UGT Amazonas) e a Força Sindical programam uma manifestação às 7h, com a adesão dos bancários, vigilantes e comerciários. De acordo com o secretário geral da UGT Amazonas, Daniel Batista, a previsão é paralisar as atividades bancárias do Centro da capital e, conforme anuência da categoria, estender o protesto para as demais unidades.

O grande ato da greve geral está programado para as 15h na Praça da Saudade, no Centro, com a mobilização de trabalhadores e estudantes de instituições públicas e privadas. A previsão é que às 16h saia uma passeata até a Praça do Congresso, encerrando com manifestações artísticas e culturais. Concentrações também irão ocorrer nos municípios do interior do Estado, entre eles, Benjamin Constant, Coari, Humaitá e Parintins.

Apesar de não ter aprovado a greve, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal) irá realizar panfletagem em fábricas do Distrito Industrial e o Sindicato dos Urbanitários do Amazonas nas distribuidoras da capital.

Sem aula

Não haverá aula nos campus da capital e do interior da Ufam e do Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Os professores da rede estadual e municipal também irão paralisar as suas atividades em 1.097 escolas do Estado, sendo 730 distribuídas na capital e 367 no interior (da rede estadual de ensino), conforme o  Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

Reivindicações

Para o secretário geral da UGT Amazonas e também presidente do Sindicato dos Bancários, Daniel Batista, o trabalhador pode ser penalizado e pagar a dívida da previdência. “As grandes empresas, principalmente, os bancos devem à previdência social, ao governo federal, que chega a se igualar ao rombo da previdência. Por que não cobram deles? Querem cobrar de nós trabalhadores. A reforma vai prejudicar a todos os trabalhadores”, avalia.

Conforme Batista, os trabalhadores exigem a realização de uma reforma tributária para que grandes empresas paguem mais impostos, e a retirada da reforma do regime de capitalização, em que as contribuições feitas pelo trabalhador são registradas numa conta individual, espécie de poupança, que poderá ser investida em aplicações e render ao longo do tempo.

“A capitalização é injusta e não passa certeza e segurança do trabalhador se aposentar no final. Nas regras de transição de dois anos, pedágio, não irá valer a pena. Reformas são necessárias, todavia é preciso investir na indústria e na construção civil para gerar empregos e o governo federal realizar investimentos, assim o Brasil vai melhorar”, pondera o secretário geral da UGT.

Receba Novidades

* campo obrigatório
News larissa 123 1d992ea1 3253 4ef8 b843 c32f62573432
Repórter de A Crítica

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.