Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
CASO ANDRESSA

Delegado confirma morte de detento suspeito de ter matado Andressa Castilho

A polícia teve acesso a imagens de Daniel Ferreira Chaves amarrado e esquartejado. Ele é o principal suspeito da morte de Andressa Castilho, 23, que desapareceu após levar alimentos para o marido, um detento do Compaj



andressa.JPG Foto: Reprodução/Internet
10/01/2018 às 19:03

A polícia já tem o nome de um suspeito de envolvimento na morte e desaparecimento do interno Daniel Ferreira Chaves, 45, que cumpria pena no regime semiaberto do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no quilômetro 8 da BR-174, ocorrido no fim de novembro do ano passado. A informação foi repassada nesta quarta-feira (10) pelo diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), Guilherme Torres.

Daniel é o principal suspeito da morte de Andressa Castilho, 23, que desapareceu no dia 28 de novembro de 2017. Andressa sumiu após levar mantimentos ao marido, que cumpria pena no regime fechado do Compaj.

Conforme o delegado, as investigações sobre a morte de Daniel estão avançadas e o caso está sendo tratado como homicídio, com a participação de detentos do sistema prisional.

“Tudo indica que Daniel foi morto dentro do semiaberto do Compaj, embora ainda não tenha sido localizado o corpo”, disse.

A polícia teve acesso a imagens de Daniel amarrado e esquartejado. Elas foram mostradas aos familiares do preso e eles reconheceram que se tratava de Daniel.

Torres aponta que, no mínimo, três detentos do regime semiaberto do Compaj participaram da morte de Daniel.

“Ainda não sabemos o que fizeram com os corpos, ou jogaram para os animais, ou enterraram, mas ainda não terminamos as buscas. Estamos procurando e vasculhando uma grande trilha na mata”, contou.

O delegado informou ainda que foi feita busca nas dependências do semiaberto, onde foram encontrados materiais e objetos com marcas de sangue. Amostras foram colhidas e enviadas a um laboratório, para verificar se o sangue é, realmente, de Daniel.

Relação com Caso Andressa

Conforme Guilherme Torres, as investigações do caso de Daniel começaram a partir de outra busca, que tratava do desaparecimento de Andressa Castilho, no dia 28 de novembro, quando ela foi ao regime fechado do Compaj levar mantimentos para um homem identificado como Julio Cesar, que era seu companheiro e cumpria pena na unidade.

De acordo com o registro de entrada e saída de visitas na penitenciária, ela entrou na unidade por volta de 8h07 e saiu do local às 9h58, após entregar o ‘rancho’.

Imagens do circuito das câmeras de segurança do regime semiaberto e fechado mostram Daniel e Andressa conversando perto de uma árvore, em frente ao semiaberto. Depois disso, ela não foi mais vista. No mesmo dia, por volta das 12h, Daniel foi visto entrando no ônibus coletor e desapareceu.

Até esta quarta-feira, a polícia ainda não tinha pistas de Andressa e, para o delegado, ainda há a possibilidade de que ela esteja viva, apesar de pequena. 

Conforme o delegado, diligências foram feitas no local onde Andressa foi vista, em frente ao semiaberto na companhia de Daniel e um tufo de cabelo humano preso em arame farpado foi encontrado.

Em outra revista, também na frente da unidade prisional, foi encontrada uma bolsa feminina com um lenço sujo de sangue. O material foi para um exame de DNA.

Familiares fazem apelo

Mais de 45 dias depois do desaparecimento de Andressa e Daniel, os familiares deles fazem um apelo às autoridades ligadas à segurança pública para que os dois sejam encontrados.

“Eu quero que encontrem a minha filha, seja viva ou morta”, diz o pai de Andressa, o pastor evangélico Rilson Moraes Souza, 46.

Se ela estiver viva, ele promete fazer uma festa de agradecimento a Deus pelo retorno da filha. “Mas se estiver morta quero ao menos dar a ela um enterro digno”, afirmou.

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