Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
POSIÇÃO

Deputado Pablo Oliva nega existência de crise interna no PSL

O presidente do PSL no Amazonas afirmou que há apenas divergência de opiniões na escolha da liderança do partido na Câmara dos Deputados



pablo_DF9C0860-DADC-4A02-8927-C57BFDC65E9D.JPG Foto: Reprodução/Internet
18/10/2019 às 15:09

O presidente estadual do PSL, deputado federal Pablo Oliva, emitiu nota pública nesta sexta-feira (18) negando a existência de crise interna na legenda, entre o grupo aliado do presidente Jair Bolsonaro e apoiadores do presidente da sigla, deputado federal Luciano Bivar (PE). O parlamentar afirmou que há apenas divergência de opiniões na escolha da liderança do partido na Câmara dos Deputados.

“É importante que fique CLARO que não há dois grupos divididos em deputados federais pró-PSL ou pró-Bolsonaro. Todos os parlamentares pertencem ao mesmo partido, PSL, e todos - sem nenhuma exceção - são apoiadores do presidente Bolsonaro. O que existe é uma divergência de opinião acerca da liderença do PSL na Câmara dos Deputados. Qualquer outra forma de rotular esse assunto é tendenciosa e falsa”, diz trecho da nota.



Em nota, o parlamentar afirma ser favorável a eleições diretas para escolha da liderança do partido e que eventuais rachas sejam resolvidos democraticamente em pleito aberto, sem imposições.

“Ficou acordado por TODOS os parlamentares que essa votação iria ocorrer ao término deste ano de 2019. Não há motivo, lógico ou plausível, que esse compromisso seja quebrado. Se existem cisões acerca de quem deve conduzir a liderança do PSL, na Câmara, que elas sejam resolvidas DEMOCRATICAMENTE, em eleições claras e abertas e não por imposições de quem quer que seja”, diz trecho da nota.

De acordo com o site Congresso em Foco, Pablo é um dos 26 parlamentares da sigla que assinou a lista em apoio à permanência do deputado federal delegado Waldir (GO) na liderança da legenda na Casa.

Entenda o caso

O clima no PSL agravou, no dia 8 deste mês, quando Bolsonaro disse para um seguidor esquecer o partido e que o presidente da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PE), estava queimado. Desde então, aliados de Bolsonaro e de Bivar travam uma disputa interna. Na quinta-feira, Bolsonaro decidiu tirar a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso, após o envolvimento da parlamentar na polêmica disputa sobre a liderança do PSL na Câmara, e substituí-la pelo senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

A mudança ocorreu depois de Joice ter assinado tanto uma lista para manter o deputado Delegado Waldir (GO), ligado a Bivar, como líder do partido na Câmara, como outra para derrubá-lo e substituí-lo por Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente. No fim, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara comunicou que Waldir segue como líder do PSL na Casa.

Em um vídeo publicado no site 'O Antagonista', Waldir acusou Jair Bolsonaro de querer a ‘chave do cofre’. “Inicialmente, o nosso presidente, tentando enfraquecer, estava para tomar o controle [do partido]. No próximo ano tem eleições e ele queria o controle total de todos os diretórios do país, inclusive tinha pedido a minha cabeça em Goiás […] Ele queria a chave do cofre, que é a chave do fundo partidário”.

Nesta sexta-feira, ao ser questionado por jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro afirmou que já recebeu vários convites de partidos para sair do PSL. “Tô meio bonito, né. Então tem vários convites”, disse. Questionado se algum partido de esquerda o convidou, Bolsonaro ironizou: “Tá chamando a esquerda de maluca ou eu de maluco?”.

Confira a nota do deputado federal Pablo Oliva na íntegra:

 

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Repórter de A Crítica

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