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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

Empresas propõem implantação de 'segunda geração do BRT' na cidade de Manaus

Manaus pode ser a primeira cidade das Américas a contar com o City Vehicle Interconnected (Civi); proposta foi apresentada para a Prefeitura 05/02/2018 às 19:49 - Atualizado em 05/02/2018 às 22:42
Show proposta zxc
Consultor da Volvo, Airton Amaral, durante a apresentação do projeto. Foto: Vitor Gavirati
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Um consórcio formado pela Volvo Brasil, Tracbel e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) apresentou à Prefeitura de Manaus, no final da tarde desta segunda-feira (5), uma proposta de Parceria Público-Privada (PPP) para a implantação do City Vehicle Interconnected  (Civi) em Manaus. O Civi, segundo o consultor da Volvo, Airton Amaral, é uma segunda geração do BRT (Transporte Rápido por Ônibus, da tradução da sigla em inglês).

O Amazonic Manaus Civi BRT foi apresentado em evento no Centro Cultural Palácio Rio Branco, no Centro Histórico de Manaus. Ainda segundo Amaral, com o Civi é possível transportar 50 mil passageiros por hora/sentido. “Isso é mais do que a capacidade de 95% das linhas de metrô do mundo”, garantiu.

O BRT é um modal de transporte coletivo em que ônibus bi-articulados utilizam corredores segregados e estações fechadas, como se fossem “metrôs sobre rodas”, semelhante ao que funciona na cidade de Curitiba (PR).

A proposta inclui a construção de estações com Wi-Fi e a disponibilização de um sistema com informações em tempo real sobre o transporte para smartphones.

Estreia nas Américas

Manaus pode ser a primeira cidade das Américas a contar com o Civi. Detalhes sobre a parte econômica do projeto não foram apresentadas. “O tempo de implantação é mais rápido do que o tempo necessário para implementar um sistema de trilhos. O Civi pode ser implantado em 2 ou 3 anos”, afirmou o consultor da Volvo.

Segundo o vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, a Prefeitura vai organizar um chamamento público para a viabilização do projeto. “Esse consórcio é o primeiro que mostra interesse em investir nesse projeto. O primeiro que quer apostar em Manaus”, afirmou.

De acordo com o prefeito de Manaus, Artur Neto, o chamamento público nacional será feito para que outras empresas apresentem suas propostas de implantação do BRT na capital. “Para que a gente escolha o vencedor em um processo licitatório limpo”, complementou Artur, que acredita na possibilidade de mais empresas se interessarem em apresentar mais propostas para o BRT.

“Dentre os diversos modais de transporte coletivo possíveis, pareceu mais seguro investir no BRT. Nada impede que outros modais sejam adicionados, mas acredito que os outros não atendam a demanda da nossa cidade”, acrescentou.

A estimativa de investimentos para a implantação do BRT em Manaus varia entre R$ 1 e R$ 1,5 bilhão. Desse valor, a Prefeitura espera arcar com 30% (de R$ 300 a R$ 450 milhões), cabendo ao grupo vencedor do chamamento se responsabilizar pelos 70% restantes.

Artur também afirmou que o chamamento público deve ser feito o “quão logo possível”.

O que o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus diz

“A rede de transporte coletivo proposta está fundamentada na constituição de  uma ampla  rede  integrada e  unificada  de  serviços  de  transporte  coletivo  para  Manaus  ancorada  em  uma  estrutura  principal  dada por  dois  grandes  eixos estruturais  de  transporte  dispostos  no  sentido  Norte  – Sul  (Eixo  Max  Teixeira,  Torquato  Tapajós  e  Constantino  Nery),  e  no  sentido  Leste  – Centro  (Eixo  Autaz  Mirim,  Cosme  Ferreira, Rodrigo  Otávio,  Marginal  do  40,  Manaus  Moderna)”, diz trecho do Plano de Mobilidade Urbana de Manaus, publicado em 2015.

De acordo com o Plano de Mobilidade, para o funcionamento do BRT em Manaus está prevista a construção de sete Terminais de Integração, duas Estações de Conexão, 43 km de novas vias e dois túneis (ao todo 662m² de extensão), além da transformação dos terminais 1, 2 e da Praça da Matriz em Estações de Conexão.

A implantação do BRT na capital não significa o fim do sistema de transporte coletivo que opera atualmente. “O novo sistema, concebido como uma ampliação da rede integrada existente, procura concentrar a demanda de transporte coletivo, favorecendo, nos corredores, a operação de linhas troncais com trajetos mais diretos, proporcionando, portanto, viagens mais rápidas”, explica trecho do Plano de Mobilidade Urbana.

O Plano de Mobilidade Urbana de Manaus foi considerado para a elaboração da proposta apresentada pelo consórcio.

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