Sábado, 17 de Agosto de 2019
PROTESTO

Ex-funcionários de empresas envolvidas na ‘Maus Caminhos’ cobram rescisões

Grupo pede que a Justiça Federal desbloqueie os bens apreendidos e que use dinheiro de leilão para pagar rescisões trabalhistas



PROTESTO_123_18E5F52E-E72C-4A94-8B2F-8E47E63A8759.JPG Foto: Márcio Silva
01/07/2019 às 09:59

Um grupo de ex-funcionários das empresas Total Saúde, Salvare e do Instituto Novos Caminhos (INC) realizaram uma manifestação, nesta segunda-feira (1°), em frente ao prédio da Justiça Federal do Amazonas, no bairro Aleixo, para pressionar pela conclusão dos processos da Operação Maus Caminhos e o pagamento dos direitos trabalhistas.

De acordo com um dos líderes do movimento, Joames de Souza Ferreira, mais de 500 ex-funcionários das empresas terceirizadas contratadas pelo INC e ex-funcionários do Instituto estão brigando na Justiça para receber suas indenizações, pelo tempo em que trabalharam nas unidades de saúde gerenciadas pela organização social, que prestava serviços à Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Antes de protestar em frente à Justiça Federal, os ex-funcionários manifestaram no semáforo próximo do Fórum Henoch Reis, na Zona Sul, no cruzamento das avenidas Paraíba com a André Araújo, com placas, cartazes e com as palavras de ordem: justiça, respeito, nossos direitos e ‘queremos receber nosso dinheiro’.

Segundo Adriana Moreira, que trabalhou como estomoterapeuta durante 3 anos e meio na Salvare, os ex-funcionários não também receberam o salário dos últimos três meses trabalhados e protestam para que a Justiça Federal desbloqueie os bens apreendidos dos investigados e denunciados na Operação Maus Caminhos, e faça o pagamento das indenizações e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Tem ex-funcionários com decisão favorável já tem mais de anos e até hoje está sem receber. A empresa simplesmente saiu, não deu baixa nas nossas carteiras e precisamos recorrer à Justiça. Queremos que os bens sejam desbloqueados e possamos receber apenas o que é nosso de direito. Sofremos pressão psicológica muito forte e não podíamos deixar de trabalhar, tínhamos que estar todos os dias nos hospitais, sem ter o pagamento do salário e do transporte. Trabalhamos como escravo durante três meses, sem direito a nada”, declarou.

Durante o ato, os manifestantes pediram que a Justiça Federal use o montante de quase R$ 1 milhão arrecadado no primeiro leilão de bens apreendidos no curso da Operação Maus Caminhos. Dos 23 bens leiloados, no dia 14 de dezembro de 2018, dez foram arrematados (de oito carros de luxo e duas lanchas) e oito receberam propostas de arrematação.

Uma comissão de manifestantes entrou nas dependências da Justiça Federal em busca de informações e aguarda ser recebida na 4ª Vara Federal no Amazonas, onde tramitam os processos referentes à Operação Maus Caminhos.

Milionária

A operação Maus Caminhos foi deflagrada no dia 20 de setembro de 2016 e desarticulou um grupo suspeito de desviar mais de R$ 110 milhões da saúde, que mantinha contratos por meio do Instituto Novos Caminhos (INC) com o governo do Estado para a gestão de unidades de saúde. O esquema era chefiada pelo médico e presidente do INC, Mouhamad Moustafa. Outras fases da operação levou a detenção o ex-governador José Melo e cinco ex-secretários de sua gestão.

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