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Manaus
CAOS NA SAÚDE

Falta de pagamento das terceirizadas ameaça hospitais do AM, dizem empresários

Atendimentos nas unidades de urgência e emergência são os principais ameaçados 12/11/2018 às 22:04 - Atualizado em 12/11/2018 às 23:19
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No ano passado, Governo do Amazonas fechou acordo com empresários para pagamento de dívidas passadas. Foto: Aguilar Abecassis - SECOM
acritica.com Manaus - AM

Um ano após negociar e parcelar as dívidas com empresas que prestam serviços terceirizados ao sistema estadual de saúde, o Governo do Amazonas não tem mais recursos financeiros para honrar os pagamentos dos meses de agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro. A informação, que foi divulgada pelo ortopedista Rafael Benoliel, diretor-presidente do Instituto de Traumato Ortopedia do Amazonas (ITOAM) e grupos de representantes das empresas, ameaça prejudicar os serviços prestados e o funcionamento dos hospitais uma vez que as empresas alegam não ter recursos para finalizar o ano.

De acordo com Benoliel,  após reunião com o secretário de Estado de Saúde (Susam), Francisco Deodato, e o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Alfredo Paes, na noite desta segunda-feira (12), a saída apresentada foi o redirecionamento do Fundo de Fomento ao Turismo (FTI) que, segundo ele, seria de R$ 140 milhões. 

“Esse recurso só pagaria os meses de agosto e setembro, que estão pendentes. Outubro, novembro e dezembro não seriam pagos. Fecharíamos então o ano com três meses pendentes de pagamento, inviabilizando fluxo de caixa e pagamento de tributos”, afirma.

Para que o recurso do Turismo seja direcionado à saúde, Benoliel afirmou que nesta terça-feira (13), os representantes de empresas e cooperativas deverão ir à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para tentar colocar o tema em pauta e buscar uma votação emergencial que permita o redirecionamento. Além disso, o grupo de representantes das empresas da área médica deve se reunir às 19h desta terça-feira na sede do Conselho Regional de Medicina (CRM).  

À época em que negociou as dívidas, no início do governo tampão, a Susam informou que a folha de pagamento com todas as empresas era em torno de R$ 50 milhões por mês. Sendo assim, os R$ 140 milhões vindos do Turismo não seriam suficientes para fechar o ano na saúde. 

Ao Portal A Crítica, a Susam informou que os secretários estaduais estiveram sim em reunião com as empresas médicas nesta segunda-feira (12), para tratar dos serviços prestados para a Susam, informações sobre pagamentos e alternativas de financiamento.

Ameaça geral

Benoliel afirmou que a ameaça de falta de pagamento se estende tanto às prestadoras de serviços da área médica e de enfermagem quanto aos serviços de vigilância, serviços gerais e manutenção e alimentação, por exemplo. “Todos foram convocados a essa reunião para ouvir que não vamos receber os últimos meses”.

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