Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
JULGAMENTO

Família de vítima pede pena máxima para empresário que matou esposa em Manaus

Ivan Rodrigues das Chagas é acusado de assassinar com 18 facadas a própria esposa, Jerusa Helena Nakamine, após ela ter descoberto que ele tinha uma amante. Ele será julgado no dia 28 de janeiro



marido_5432A993-2203-41D9-ABCF-8BA92606780A.jpg Foto: Divulgação
16/01/2020 às 19:59

A família da empresária Jerusa Helena Torres Nakamine pede pena máxima para o assassino dela, seu então companheiro, o empresário Ivan Rodrigues das Chagas. Ele confessou ter matado Jerusa após ela ter descoberto que Ivan tinha uma amante e não ter aceitado mais conviver com ele. O crime ocorreu no dia 12 de abril de 2018 e foi classificado pela Justiça como feminicídio.

Ivan está preso preventivamente há um ano e oito meses no Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM) 2, no quilômetro 8 da BR-174, e vai sentar no banco dos réus para ser julgado pela morte da companheira no dia 28 deste mês. Jerusa foi morta com 18 facadas enquanto dormia.



Durante a audiência de instrução e julgamento, o empresário confessou ter premeditado o crime contra a companheira com quem vivia há mais de 20 anos e com quem construiu um bom patrimônio, incluindo imóveis e uma empresa de equipamentos de segurança.


Empresária foi morta pelo próprio esposo com 18 facadas enquanto dormia. Foto: Divulgação

De acordo com a família da vítima, o Casal vivia bem, não tinha filhos, até que Ivan arrumou uma amante e esta acabou contando tudo para Jerusa. A empresária então chamou o companheiro e pediu a separação com a divisão dos bens que eles haviam conseguido.

Ivan não aceitava a separação, pois certamente ia sair perdendo na divisão dos bens, já que a empresa era de Jerusa. No dia do crime, vizinhos viram o empresário saindo da casa por volta das 5h e voltou às 6h30. Ele fez alarme para a vizinhança dizendo que tinha saído e quando voltou encontrou a mulher morta.

Inicialmente, ele disse que ela tinha se suicidado, mas o exame pericial no local e no corpo da vítima mostrou que ela tinha sido assassinada. O cadáver já estava entrando em estado de rigidez, o que mostrou que o crime ocorreu por volta de 1h da madrugada.

A família, que acompanha o andamento do processo, quer que Ivan seja condenado com pena máxima, devido à motivação e o meio cruel com o qual ele matou a vítima. O julgamento será presidido pela juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Ana Paula Braga. O advogado Anielo Aufiero foi constituído pela família da vítima para atuar como auxiliar da acusação.

Repórter de A Crítica

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