Terça-feira, 14 de Julho de 2020
CRIME BÁRBARO

Houve latrocínio simulado em mortes de idosa e sobrinho na Redenção, diz delegado

“O assassino levou alguns objetos para caracterizar latrocínio”, informou o delegado Orlando Amaral



tia_e_idosa_F5A497F5-B2F9-406C-AFE8-431991C325D1.JPG Tia e sobrinho tiveram os crânios esmagados pelo assassino. Foto: Divulgação
11/12/2018 às 18:15

Imagens de quatro câmeras de segurança de quatro residências da rua 10 do conjunto Hiléia, na Zona Centro-Oeste, vão ajudar a polícia identificar o assassino do vendedor  Alexsandro Mateus Araújo de Lima, de 31 anos, e a tia dele Arlete Almeida de Araújo, de 70. As vítimas foram encontradas mortas dentro da própria casa no dia 5 deste mês por um amigo de Alexandro. Tia e sobrinho tiveram os crânios esmagados pelo assassino.

Ontem, o delegado Orlando Amaral, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), afirmou que os trabalhos estão bem adiantados. Segundo ele, 12 pessoas, entre amigos, vizinhos e familiares, já foram ouvidos em termo de declaração e a conclusão prévia da polícia é que trata-se de um caso de latrocínio simulado. “O assassino levou alguns objetos para caracterizar latrocínio”, explicou Amaral, que preside as investigações.



O delegado afirmou que as imagens serão analisadas cuidadosamente, já que Alexandro era uma pessoa muito bem relacionada e que recebia muitos amigos em casa.  “As investigações estão caminhando em passos largos e logo chegaremos ao criminoso dos dois”, disse.

Amigo desconfiou

Alexsandro e Arlete foram encontrados mortos, despidos e com as cabeças esmagadas cada um em um banheiro da casa. Segundo a irmã do vendedor, Marizete Araújo de Lima, 47, os corpos foram encontrados por um amigo de Alexandro que estranhou a sua ausência no trabalho.

O amigo pulou o muro, viu as marcas de sangue pela janela e acionou a polícia. “Não sabemos o que pode ter acontecido porque não temos até agora nenhuma pista. Mas a casa está bagunçada e parece ter sido tentativa de roubo também”, afirmou a irmã, na época do crime.

Ainda segundo Marizete, dias antes do crime eles chegaram a trocar mensagens pelo celular.  “Ele me mandou uma foto dele com a titia. Pelos relatos dos colegas que decidiram vir procurá-lo, ele estava sem ir ao trabalho desde segunda-feira”, contou ela.

Conforme a polícia, a principal suspeita é de que o crime tenha sido cometido por alguém com quem Alexsandro tivesse um relacionamento ou outra pessoa muito próxima da família. Possivelmente essa pessoa tivesse a chave da casa e, por isso, não foram encontrados sinais de arrombamento. O local estava revirado, mas apenas caixas de relógios vazias foram encontradas.


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