Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
CRIME

Marido é suspeito de forjar suicídio da esposa em Manaus após briga por amantes e bens

A empresária Jerusa Helena, de 51 anos, foi encontrada morta dentro de casa. Com o laudo do IML descartando suicídio, Ivan Rodrigues, 56, confessou o crime



Ok.jpg Foto: Divulgação
12/06/2018 às 12:43

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a empresária do ramo de segurança eletrônica Jerusa Helena Torres Nakamine, de 51 anos, não cometeu suicídio na madrugada do dia 12 de abril deste ano em Manaus, na residência dela, na rua Luanda, conjunto Campo Eliseos, bairro Planalto, Zona Centro-Oeste da cidade. A vítima, segundo o IML, foi assassinada com 18 facadas. Com o laudo descartando suicídio, o então marido dela, Ivan Rodrigues das Chagas, 56, confessou o crime.

O homem, de acordo com a Polícia Civil, teria forjado o suicídio para fugir da prisão em flagrante. Segundo familiares da empresária, a motivação para o crime seriam brigas entre o casal causadas por separação, divisão de bens e casos extraconjugais de Ivan, que já tinha uma amante de 50 anos de idade, porém havia começado um terceiro relacionamento com uma mulher mais nova.

Conforme os parentes de Jerusa, a primeira amante de Ivan, a de 50 anos, teria ficado furiosa por “ter sido trocada” por uma mulher mais jovem. Por este motivo, segundo a família, ela estaria fazendo “de tudo” para que Jerusa descobrisse o novo relacionamento do suspeito e fazia provocações à empresária, o que acabou ocasionando brigas entre o casal, inclusive com pedidos de separações.

Além disso, a família da empresária assassinada aponta que a divisão de bens do casal também foi motivo de discussão. Jerusa e Ivan não eram casados no civil, porém, dias após a morte, o suspeito teria pedido à Justiça do Amazonas uma liminar para conceder a ele a administração da empresa de Jerusa. O pedido foi negado.

A madrugada do crime

Na madrugada do crime, o suspeito e a vítima teriam brigado novamente e, depois disso, a polícia foi acionada pelo próprio Ivan para socorrer a esposa. Jerusa estava morta, jogada em uma poltrona, com ferimentos no tórax, no pescoço e em membros superiores. Ivan estaria muito nervoso, pedindo ajuda da vizinhança, porque a mulher teria “acabado de se matar”.

Segundo o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), responsável pelo IML, a rigidez do cadáver da empresária apresentava óbito há mais de cinco horas e a posição em que ela se encontrava não condizia com indícios de suicídio.

Agora, depois do laudo do IML, Ivan acabou confessando a autoria do crime em depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Entretanto, como não houve flagrante, ele segue em liberdade. Segundo o delegado Jeff Macdonald, titular da DEHS, um mandado de prisão de Ivan já foi solicitado à Justiça.

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