Domingo, 19 de Maio de 2019
VENEZUELA

Movimentos de esquerda de Manaus fazem manifesto pró-Maduro pedindo paz

Um documento com 19 pontos descrevendo as razões do apoio ao Governo Maduro e à ordem na Venezuela foi apresentado no consulado do País, na manhã deste sábado



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(Foto: Jair Araújo)
23/03/2019 às 15:32

Movimentos esquerdistas de Manaus reuniram-se neste sábado (23) para entregar um manifesto ao Consulado da Venezuela em favor da paz no país. A reunião ocorreu na sede do Consulado, no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro- Sul da cidade. Um documento com 19 pontos descrevendo as razões do apoio ao Governo Maduro e à ordem na Venezuela foi apresentado. 

A consulesa venezuelana Patrícia Silva disse que o ato demonstra carinho e respeito ao seu povo. “Os venezuelanos são um povo lutador, que vai à luta, que sempre consegue se reerguer. Essa iniciativa demonstra que podemos contar com nossos irmãos, que temos carinho e respeito, e que não estamos sozinhos”, afirmou. 

O secretário do Partido Comunista do Brasil (PCB), Estevão Vieira, é um dos fundadores da Iniciativa Amazonense em Apoio à Paz na Venezuela, que busca discutir a atual situação no país vizinho. Para ele, a forma como é retratada o cenário na Venezuela não explica o real motivo do que vem ocorrendo. 

“Uma das razões é o bloqueio econômico - que agora completa quatro anos - e causou empobrecimento da população. Outro motivo são os recursos naturais do país. Lá tem a bacia no [rio] Orinoco, a maior bacia de petróleo do mundo, que ultrapassa inclusive as do Oriente Médio. A gente sabe que nesse xadrez geopolítico é um interesse fundamental para os países de estão em luta, grandes empresas querem se apropriar. Não podemos deixar isso fora de análise e simplesmente dizer que é um ditadura, há muito mais em jogo”, analisou. 

Movimento Tucumã
O militante comunista Luís Navarro fundou o Movimento Tucumã, que visa explicar às pessoas como funcionam os sistemas comunistas e socialistas. O movimento está se organizando para iniciar a atuação em duas semanas, na Zona Leste da cidade. 

“O povo é enganado por propagandas constantes e a mídia ajuda a difundir essas mentiras. O povo é pouco esclarecido e aceita isso como verdade. Vou dar um exemplo: a mentira de que existiam armas químicas no Iraque, e isso foi usado para matar Saddan Hussein. Até hoje não foi comprovado que existiam armas químicas no regime de Hussein. Esta ajuda humanitária é uma grande falácia. O povo precisa ser esclarecido disso”, frisou.


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