Sábado, 04 de Julho de 2020
AMEAÇAS

‘Muitas pessoas estão interessadas na minha morte’, diz líder dos Rodoviários

Segundo Givancir de Oliveira, o assalto realizado em sua residência tinha como objetivo o seu assassinato. Para o sindicalista, a ação criminosa pode ter sido retaliação a denúncias feitas por ele contra políticos e empresários de Iranduba



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03/02/2020 às 18:08

Cercado por membros da categoria, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir de Oliveira, falou na tarde desta segunda-feira (3) sobre o assalto a sua residência localizada no quilômetro 5 da estrada Carlos Braga, no município de  Iranduba  (a 27 quilômetros de Manaus)   e levantou a hipótese de que o objetivo dos cinco homens que entraram no seu imóvel era de matá-lo.

“Gente eu fui vítima de uma quadrilha fortemente armada que tentaram (sic) me assassinar na minha residência”, afirmou o sindicalista. Conforme Givancir, os cinco homens entraram depois que a empregada doméstica abriu o portão para eles e já foram perguntando pelo dono da casa.



De acordo com Givancir, no momento da ação criminosa estavam na casa a empregada e uma criança especial. Os ladrões renderam todos. “Eles dominaram a casa toda e fizeram um arrastão. A minha sorte foi que eu não estava lá”, disse.

Segundo o sindicalista, os homens levaram um cofre com documentos, notebook, celular e outros pertences. Contrariando a informação que foi repassada pela Polícia Civil de Iranduba, Givancir disse que o valor levado foi não foi R$ 200 mil, mas em torno de R$ 50 a R$ 60 mil.

O sindicalista informou que o valor levado pelos ladrões era proveniente de dinheiro de família conseguido por meio de venda de imóvel para a reforma da casa, já que a residência é um bem de família onde já mora há mais de cinco anos. Conforme Givancir o prejuízo foi estimado entre R$ 50 a R$ 60 mil.

Givancir justificou o fato de guardar valores em casa, ao invés de colocá-lo no banco, dizendo que está construindo e que a toda hora precisa comprar material para a obra.

De acordo com o sindicalista, os homens que entraram na sua casa deixaram o seguinte recado: ‘Não mexam com os políticos daqui de Iranduba. Vocês estão mexendo com casa de Moribundo. Saiam do município’.

O sindicalista disse que até o momento a polícia ainda não resolveu nada e que ele vai ao Ministério Público Estadual pedir ajuda para elucidar o caso. “Eu preciso saber se foi mesmo um assalto ou se foram lá para me assassinar”, disse. Givancir disse que não foi registrado Boletim de Ocorrência (BO).

Ameaças

Conforme Givancir, ele já vem há algum tempo recebendo ameaças no município por denunciar, no Ministério Público Estadual, a corrupção que foi instalada dentro da Câmara Municipal de Iranduba e dentro da Prefeitura. “Inclusive eu pedi a prisão lá de várias autoridades e empresário do município, então muitas pessoas estão interessadas na minha morte”, afirmou o sindicalista.

O sindicalista disse que vai ao MPE pedir proteção e que passou a andar com segurança, mudou do Iranduba e voltou a morar na capital com a família. Ele não confirmou e não descartou que tenha pretensões políticas para o Município. “Precisamos submeter a uma assembléia com a categoria”, disse ao ser indagado sobre o assunto.

Conforme informações da Polícia Civil que está investigando o caso, o assalto na casa do sindicalista aconteceu na quarta-feira (29), por volta das 15h30.  A equipe de investigação verificou que não havia sinais de arrombamento no imóvel.

Durante apuração dos fatos, os trabalhadores da residência relataram que, ao ouvirem buzinas, abriram o portão principal do imóvel, ocasião em que cinco indivíduos portando armas de fogo adentraram no lugar e os renderam, anunciando o assalto. Na ocasião, os criminosos disseram que sabiam da existência de uma espingarda, que estaria em baixo de uma pia e perguntaram onde estava o cofre.

Conforme informações da polícia foram levados da casa um cofre contendo aproximadamente R$ 200 mil; um automóvel Fiat Siena Fire flex, de placas JXV-1437; um celular; um notebook; uma espingarda de pressão. O veículo foi usado na fuga e, posteriormente, abandonado na rua Três de Fevereiro, bairro Morada do Sol, em Iranduba. Segundo relatos de testemunhas os autores embarcaram em uma lancha e fugiram do local.

Repórter de A Crítica

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