Domingo, 18 de Agosto de 2019
FOLIA DE MOMO

Primos da Ilha entra na avenida do samba e pede a cura do preconceito

A comissão de frente da azul e branco representa “A Cura Gay”. Durante toda a encenação, um ser imaginário, um duende, luta pelas drag queens representando a esperança do arco-íris



primos_28B77F66-6F4B-4E45-A4B9-D25614DAAFF0.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
02/03/2019 às 21:10

Debaixo de chuva, a escola Primos da Ilha abriu o desfile das escolas de samba apostando no enredo de combate e clamor contra a homofobia e a discriminação em suas mais diferentes formas. A escola do bairro de São Francisco, da Zona Sul, volta ao seleto grupo especial das escolas de samba de Manaus e promete muito samba no pé.

A comissão de azul e branco representa “A Cura Gay” em que sete médicos tentam fazer com que sete drag queens tornem-se heterossexuais. Durante toda a encenação, um ser imaginário, um duende, luta pelas drag queens representando a esperança do arco-íris.

“O tema é sério. Quando falamos de preconceito não podemos ser preconceituoso. A luta é contra todo e qualquer tipo de preconceito: racial, homofóbico, suficiente todos estarão representados na avenida”, disse o preside de honra e diretor de carnaval da Primos da Ilha, Werley Medeiros.

A Primos da Ilha, campeã do Grupo de Acesso do Carnaval 2018, traz à avenida 2.300 foliões, três carros alegóricos, 17 alas, três casais de mestres-salas e porta-bandeira. A bateria com 200 ritmistas, comissão de frente e dois módulos alegóricos estão distribuídos em três setores.

A aposta em alas sincronizadas, um dos setores que ajudaram a escola azul e branca a conquistar dois campeonatos nos grupos de acesso, vem com força total neste ano e de forma aperfeiçoada com alegorias teatralizadas de forma cômica, trágica e alegre no carro abre-alas, que prometem surpreender.

A aposentada Iracir Souza, 73 anos, desfila como baiana há mais de 30 anos.  “É uma diversão. Eu adoro. Toda a minha família é envolvida com a escola e o carnaval desde criança”, contou.

Estreando no Carnaval como rainha de bateria mirim, a pequena Maria Cecília, oito anos, está realizando um sonho. “É muito bacana, eu sempre gostei de sair nas escolas de samba e quando crescer quero puxar a bateria”, disse.

Ficha técnica

Escola: Primos da Ilha

Enredo: “Não queremos aceitação, queremos respeito! Se quer falar de cura, cure o seu preconceito!”

Fundação: 21 de março de 1990

Componente: 2.300

Entrada na avenida: 20h50

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