Sábado, 18 de Janeiro de 2020
PROFESSORES

Professores protestam na sede da Seduc reivindicando reajuste de 15% no salário

Segundo sindicato, a data base venceu no dia 1º de março e a categoria não foi convocada pelo secretário para continuar a negociação a fim de evitar atraso no pagamento



07/03/2019 às 10:21

Um grupo de professores e pedagogos da rede estadual de ensino do Amazonas realizou na manhã desta quinta-feira (7) um ato público em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), no bairro Japiim II, Zona Sul de Manaus, reivindicando reajuste de 15% no salário – sem  pagamento atrasado e sem parcelamento – e mais reajuste de 50% no auxílio alimentação.

A data base da categoria, segundo informou o presidente do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), Lambert Melo, venceu no dia 1º de março e o sindicato não foi convocado pelo secretário da Seduc para continuar a negociação que foi iniciada com os professores a fim de evitar atraso no pagamento.



“Temos a informação de que a folha da Seduc fecha no dia 15 de março e daí pra frente não é possível incluir qualquer tipo de reajuste. Estamos bastante preocupados com isso e não queremos que tenhamos atraso. Estamos em busca do diálogo e esperamos que o secretário de sensibilize e atenda a categoria”, explicou Lambert.

Segundo o presidente da Asprom-Sindical, a pauta de reivindicação foi entregue no dia 5 de fevereiro e a Seduc pediu o prazo de um mês para analisar com cautela com todos os 21 itens. “Esse tempo expirou ontem. Não tivemos nenhum retorno com a secretaria para que esse ato não tivesse acontecido. Infelizmente fomos obrigados a vir nesse ato para buscar a sensibilidade o secretário e ele receba a secretário do sindicato, reabra as negociações”, disse.

A categoria afirma ainda que o reajuste de 15% cabe no orçamento da pasta em razão da verba do governo do federal, através do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A coordenadora da Asprom-Sindical, Helma Sampaio, destacou que entre os pleitos da categoria está o reajuste de 50% no vale alimentação e que seja pago por turno de trabalho ao invés do pagamento único de R$ 420, valor atual, pelo CPF do professor. “O plano de saúde gratuito aos dependentes e aos professores aposentados. Estamos reivindicando também o vale transporte independente de carga horária, enquadramento da progressão horizontal e vertical, eleição direta para gestores escolares e o cumprimento da lei que delimita o número de alunos em salas de aula”, detalhou.

Conforme a coordenadora, no dia 16 de março a categoria realizará uma assembleia geral para reunir todos os professores e deliberar o próximo passo, provavelmente, a princípio uma paralisação de advertência. “Esperamos que o secretário possa ser sensível a causa dos professores para que não tenhamos que partir para o radicalismo”, explicou Helma.

Um represente da Seduc, informou à categoria durante o ato público que o titular da pasta, Luiz Castro, não está na sede da secretaria. Lambert disse que em assembleia geral os professores e pedagogos deliberaram que conversarão apenas com o secretário. “Nós não temos tempo a perder conversando com subsecretário que não resolvem a nossa pauta de reivindicação”, disse o presidente da Asprom.

Nota da Seduc

A Seduc informou, por meio de nota, que a data-base dos servidores da educação será cumprida no mês de março, conforme anunciado anteriormente pelo Governo do Amazonas. “Houve, por parte da Seduc com os sindicatos, associações e outros movimentos independentes, um entendimento sobre a necessidade de reiniciar o diálogo com as categorias a partir do dia 15 de março por conta do período de carnaval e o tempo necessário para realização dos estudos preliminares sobre o orçamento fiscal disponível junto Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-AM) e assim poder afirmar quais serão os percentuais atingidos. Quanto as demais reivindicações das categorias, a atual gestão da secretaria irá analisar com responsabilidade cada situação para avaliar as possibilidades de atendimento parcial e integral do que for viável ao longo do ano de 2019”. 

A Seduc informo, ainda, que o Governo do Estado está aberto ao diálogo com as categorias e já teve uma conversa inicial com os representantes dos sindicatos e movimentos assim que assumiu. “Além de garantir a data-base em março, a atual gestão garantiu e honrou pagamento do reajuste de 9,38% a todos os servidores da educação e o pagamento das dívidas do plano de saúde para evitar o cancelamento do serviço”, diz em nota.


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