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Manaus
SAÚDE

Terceirizados da Saúde do AM prometem parar atividades por atraso de salários

Hoje pela manhã eles manifestaram em frente à sede daSecretaria de Estado de Saúde (Susam). Segundo eles, os atrasos já duram cinco meses 08/02/2019 às 11:52 - Atualizado em 08/02/2019 às 12:12
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Imagem de arquivo (Foto: Arquivo A Crítica)
Karol Rocha Manaus (AM)

Com a promessa de paralisar os serviços de saúde do Estado, funcionários terceirizados de hospitais e outras instituições de saúde do Amazonas foram às ruas, novamente, para reivindicar o pagamento de salários em atraso, na manhã desta sexta (8). A manifestação aconteceu em frente à sede da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus.

“A gente não pode parar de trabalhar até porque vamos ser penalizados. Estamos praticamente trabalhando por amor, sabemos que não podemos penalizar quem precisa do serviço, mas nós estamos a mercê deles, tem muitos aqui que não vão (trabalhar)”, disse a técnica em enfermagem Jamila Lima, que atua no Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na Zona Norte da capital.

Outra técnica que trabalha no mesmo hospital também reclama do atraso. Segundo ela, os vencimentos chegam a até cinco meses de atraso. “Estamos há cinco meses sem receber. Infelizmente não conseguimos parar nada, a minha filha ganhou uma bolsa pelo Enem e estou pensando que ela vai perder por que não tem dinheiro para pagar”, afirmou Tatiana Coutinho, do Hospital Delphina Aziz.

Após as manifestações em frente à sede da Susam, representantes dos trabalhadores foram convidados a se reunir com o secretário de Estado de Saúde, o vice-governador Carlos Alberto Almeida. Apesar de outras manifestações já terem acontecido na cidade, Carlos Almeida ressaltou à reportagem do Portal A Crítica que nenhuma comunicação formal veio do sindicado da categoria sobre os problemas apresentados.

“Essa não é a primeira vez que nos reunimos com Sindpriv. Todas as demandas do sindicato nós atendemos. E o que o sindicato deseja é o nós também desejamos que é o pagamento que é feito para as empresas se revertam para o trabalhador. Nós não podemos admitir que o trabalhador que se encontra na linha de frente, em especial os demais técnicos, não possam ficar sem o pagamento necessário para a manutenção da sua família”, falou.

O secretário da Susam afirmou ainda que vai implementar mudanças para receber as demandas da categoria. “A administração vai implementar mecanismos de controle mais adequado e o caminho mais certo é justamente as denúncias realizadas em especial pelo sindicato que está conectado ao trabalhador possa nos informar. Não podemos presupor que existem problemas”, acrescentou.

“Os caminhos e a interlocução com o sindicato ou qualquer outra categoria estão abertos desde o início e o caminho correto é a via da comunicação para que nós possamos tanto documentar quanto resguardar o trabalhador. A interlocução com o sindicato aconteceu desde o primeiro momento e nós estamos sempre demandando que sejamos documentados”, falou Almeida.

O secretário ressaltou a falta de comunicação com o sindicato. “É importante frisar nesse momento  que desde o nosso primeiro contato até agora nenhuma comunicação formal veio do sindicato nos dando informação sobre os problemas. A cada comunicação que recebermos, nós daremos as providências comunicando inclusive aos ministérios públicos para as devidas medidas de punição além daquelas que nós mesmos adotaremos”

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