Maria do Carmo Seffair dá ‘apoio virtual’ à marcha
Do outro lado da tela, quem segurava o celular era o deputado federal Alberto Neto (PL) que, ao lado de Nikolas, tratou de fazer a apresentação “Nossa futura governadora”. Maria devolveu “Força aí. A gente está em oração”.
Em tempos de política híbrida, a pré-candidata ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), resolveu aderir ao protesto de Nikolas Ferreira (PL-MG) de um jeito mais prático entrou na marcha por videochamada, direto do interior do estado. Do outro lado da tela, quem segurava o celular era o deputado federal Alberto Neto (PL) que, ao lado de Nikolas, tratou de fazer a apresentação “Nossa futura governadora”. Maria devolveu “Força aí. A gente está em oração”.
Reconciliação – Quem também gravou vídeo para anunciar que estava na marcha foi o coronel Alfredo Menezes, que aparece ao lado de Alberto Neto e diz “Estamos aqui fazendo os alinhamentos”.
Rixa – Até então, ambos eram desafetos, com farpas públicas desde a expulsão de Menezes do PL. Alberto já chegou a xingá-lo de “baba ovo”, que por sua vez foi chamado de “Xandão baré”.
Pauta – Batizada de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, a mobilização puxada pelo deputado Nikolas Ferreira (PLMG) é um protesto contra o que ele chama de “arbitrariedades”, com bandeiras como a prisão de Jair Bolsonaro e os condenados do 8 de janeiro.
Trajeto – A marcha começou em Paracatu (noroeste de Minas) na segunda-feira (19) e segue pela BR-040 rumo a Brasília, num trajeto de cerca de 240 km. O ponto final anunciado é um ato chamado “Acorda Brasil”, com encerramento na Praça do Cruzeiro, no domingo (25).
‘Inaceitável’ – Ainda sobre o movimento, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PTRJ), e o deputado Rogério Correia (PT-MG), protocolaram na Polícia Rodoviária Federal pedido para interromper a caminhada. Os petistas alegam que o ato ocorre em rodovia de tráfego intenso, com invasão da pista, além de indícios de pouso de helicópteros às margens da estrada, conduta que classificam como “inaceitável e irresponsável”.
Estratégia – O prefeito David Almeida (Avante) decidiu aumentar os holofotes sobre o chefe da Casa Civil, Marcos Rotta (Avante), pré-candidato ao Senado. Em “post colab” com o perfil do prefeito nas redes sociais, Rotta aparece em uma “maratona de entregas” na área de educação. “Pronto, prefeito. Missão cumprida”, diz ele.
Apoio – “Juntos para punir os responsáveis”. Do senador Eduardo Braga (MDB), ao comentar vídeo publicado pelo colega de Casa e de partido, Renan Calheiros, sobre Caso do Banco Master. Calheiros acusa a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de omissão no episódio e afirma que a falta de reação do regulador teria ajudado o banco de Daniel Vorcaro a inflar uma “bolha de ilusão” para investidores, “sem um único sinal de alerta”.
Acusação – Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Renan Calheiros disse que não se trata de “mero erro administrativo” da CVM, mas de “cegueira total”. A CAE promete apurar responsabilidades e o senador avisou que, diante da “realidade estarrecedora”, irá convocar as autoridades envolvidas.
Estranho – Em Maraã, o MPE/AM abriu inquérito para apurar o cancelamento de três obras de educação infantil já iniciadas com verba federal. Duas creches do PAC e uma escola aparecem como “canceladas”, apesar da execução de 80,16% e 84,05% em duas delas. Os contratos somam mais de R$ 2,7 milhões.