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PL e PT se unem por CPI contra David

O pedido é liderado pelo deputado estadual Delegado Péricles (PL), que protocolou nesta terça-feira (5) o requerimento com dez assinaturas - duas a mais do que o mínimo necessário. Entre as rubricas, a do presidente do PT/AM, Sinésio Campos.

Publicado em 06/08/2025 às 09h07
PL e PT se unem por CPI contra David
Foto: Divulgação SEMCOM

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Asfalta Manaus” deve ser instalada nos próximos dias na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE/AM), com o objetivo de apurar o repasse de R$ 181 milhões do Governo do Estado à gestão David Almeida (Avante), para obras de recapeamento asfáltico. A CPI nasce com o apoio de um grupo político heterogêneo, que une partidos da base do governo estadual e até rivais históricos no cenário nacional, como PL e PT.

Alinhamento – O pedido é liderado pelo deputado estadual Delegado Péricles (PL), que protocolou nesta terça-feira (5) o requerimento com dez assinaturas – duas a mais do que o mínimo necessário. Entre as rubricas, a do presidente do PT/AM, Sinésio Campos.

Rivalidade – Vale lembrar o PT rivaliza com o Avante de David Almeida espaço na chapa do senador Omar Aziz (PSD), que é pré-candidato ao Governo do Estado.

Bloco – Além de Péricles e Sinésio Campos, assinaram o pedido de CPI: Alessandra Campêlo (Podemos), Cristiano D’Angelo (MDB), Rozenha (PMB), Wanderley Monteiro (Avante), Wilker Barreto (Mobiliza), Adjuto Afonso (União), Carlinhos Bessa (Partido Verde) e Dan Câmara (Podemos).

Guerra – Se vingar, a investigação que poderá apontar, no mínimo, falhas na execução de obras de asfaltamento em Manaus é mais um capítulo do embate entre o governador Wilson Lima (União) e o prefeito David Almeida.

Ironia – “Bolsonaro passou a pandemia desafiando a lei, dizendo que era contra o ‘fique em casa’. Hoje, ironia do destino: foi obrigado a ficar em casa, sem celular, sem visita, sem rede social. Virou prisioneiro do próprio negacionismo”. Do vereador José Ricardo, do PT.

Festejo – Aliás, o diretório estadual do PT no Amazonas festejou em sua página oficial a ordem do ministro Alexandre de Moraes, que manteve em prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Brasil em festa”, diz a legenda.

Agenda – Ainda na publicação, o partido aproveita para divulgar pautas defendidas pela sigla, como a “taxação dos super-ricos”, “fim da escala 6×1”, “viva o BRICS” e “Palestina Livre”.

Repressão – Em defesa de Bolsonaro, o vereador Raiff Matos (PL) afirmou, na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que a prisão domiciliar do ex-presidente é “perseguição política institucionalizada”, com o “avanço do cerceamento da liberdade de expressão”.

Bandeiras – “Estamos vendo um homem ser punido não por crimes, mas por representar valores que incomodam: Deus, pátria, família e liberdade”, sustentou Raiff. Na avaliação dele, a decisão de Moraes “não tem base sólida na legalidade” e revela o “uso do sistema judicial como instrumento de opressão política”.

Ultimato – “É agora ou nunca. Ou reagimos aos desmandos do STF ou será tarde demais”. A frase é do senador Plínio Valério (PSDB), que está engajado na obstrução da pauta do Senado para forçar a abertura do processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes.