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A Crítica
Opinião

Sob ameaça, David reage e dá aviso

O prefeito disse que não será “vítima de fogo amigo” e sustentou que pode retirar o apoio já prometido para 2026 – no caso, ao senador Omar Aziz, pré-candidato ao governo – “se o cerco continuar”

Publicado em 14/11/2025 às 08h55
Sob ameaça, David reage e dá aviso
Foto: Reprodução

Em reação ao cerco político e judicial que passou a viver nas últimas semanas, o prefeito David Almeida (Avante) subiu o tom. Disse que não será “vítima de fogo amigo” e sustentou que pode retirar o apoio já prometido para 2026 – no caso, ao senador Omar Aziz, pré-candidato ao governo – “se o cerco continuar”. “O tiro pode sair pela culatra”, avisou. “A partir do momento que eu me sentir ameaçado, posso mudar de rumo e direção. Isso vai ficar muito claro em março”, afirmou.

Estopim – As declarações de David, dadas a jornalistas convidados para uma entrevista coletiva que foi transformada em live, ocorreram dias após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM) autorizar a abertura de investigações criminais contra o prefeito. A reação também foi motivada pelo processo de reprovação das contas de 2017, em curso na ALE/AM, do período em que ele foi governador.

Virada – David Almeida atribuiu a ofensiva a atores políticos interessados em desgastar sua imagem. “Esse movimento que tenta me inviabilizar pode mudar o rumo da eleição. Porque se eu perceber (de onde vem), e eu já tenho indícios, eu vou pra outro lado”, disparou.

Sinalização – O prefeito também disse que não quer “embate com ninguém”. “Minhas alianças continuam as mesmas. Mas eu não tenho só uma opção”, registrou.

Profecia – De acordo com ele, todo candidato ao governo do Estado, interessado em lograr êxito na eleição, precisa do seu apoio. “Ninguém que vai ser eleito nesse estado pode prescindir do apoio da nossa estrutura”, sustentou. Ele afirmou, ainda, que em 2026 “o Avante vai ter a Prefeitura e o governo do Amazonas”.

Incômodo – Sobre o motivo que o levou a se manifestar, David afirmou: “Quem cala, consente. Como não tenho nada a temer, respondo a tudo e a todos”. Questionado sobre as sete investigações autorizadas pelo TJ-AM, ele disse que as acusações são “requentadas” e que não há ilegalidades.

Apuração 1 – A Polícia Federal instaurou um processo disciplinar interno para apurar eventuais condutas de seus agentes durante a “Operação Roque”, que prendeu advogados em Manaus, na última quinta-feira (6), supostamente ligados ao Comando Vermelho.

Apuração 2 – A medida foi comunicada à Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas, durante reunião realizada esta semana entre o presidente da entidade, Jean Cleuter, e o superintendente regional da PF, João Paulo Garrido. A abertura do processo atende a um pedido formal da OAB-AM, que acompanha as condições dos profissionais detidos.

Revogaço – A prefeita de Nova Olinda do Norte, Araci Cunha (MDB), acatou uma recomendação do Ministério Público do Amazonas e revogou a Lei Municipal nº 105/2025, que concedia assessoria e segurança temporária a ex-prefeitos do município. A decisão foi formalizada em manifestação enviada à Promotoria de Justiça local nesta quarta (12).

Foi mal – Na resposta ao MP, o município alegou que a lei havia sido sancionada por “falha procedimental, sem dolo ou má-fé”.