A transição e os desafios do Governo do AM
Ter um espelho das condições econômicofinanceiras, dos serviços prestados e de obras em realização, paralisadas, interrompidas, setores sensíveis é importante para que o novo governo e sua equipe técnica possam agir.
Os primeiros dias após o segundo turno das eleições apresentam, no Amazonas, sinais civilizatórios e de aparente disposição entre o governador eleito e o governador do Estado. A transição de governos tende a transcorrer dentro da normalidade pelo que demonstra a postura do governador Roberto Cidade.
É essa a conduta esperada pelos dirigentes de cargos públicos do poder executivo. Nem sempre ocorre desse modo, o que gera uma série de dificuldades e de problemas a quem irá comandar os postos (neste caso, o governo estadual).
Ter um espelho das condições econômicofinanceiras, dos serviços prestados e de obras em realização, paralisadas, interrompidas, setores sensíveis é importante para que o novo governo e sua equipe técnica possam agir.
A transição é um mecanismo que pode ser manejado para ajudar a futura administração ou criar obstáculos.
A auditoria deve ser encarada como outro instrumento necessário tende, tecnicamente, a fornecer um acervo de informações mais profundas sobre a saúde do Estado. É um tipo de diagnóstico por meio do qual o novo governo saberá o que irá encontrar e como poderá agir.
O recurso discursivo de “encontrei o Estado em situação caótica” é utilizado e, em vários casos, de fato correspondem à verdade. No entanto, não poderá permanecer como escudo por mais tempo porque gera impaciência e desconfiança aos eleitores, à população que quer respostas mais rápidas.
A população do Amazonas está diante de dificuldades mais aprofundadas. Os setores de saúde e educação acumulam problemas. Outras áreas, saneamento básico, segurança pública, moradia, recuperação de estradas, produção e escoamento de alimentos, projetos estruturantes foram encolhidos e, nessa situação, ajudaram a encolher o desenvolvimento do Amazonas.
Que o procedimento técnico responsável possa se sobrepor na tomada de decisão sobre o próximo governo do Amazonas, a partir de janeiro de 2027. Que os recursos tecnológicos hoje existentes sejam utilizados a fim de promover a qualidade de vida dos que vivem neste Estado, oportunidades concreta aos jovens, atenção às crianças, aos idosos, às mulheres bem como definir uma política decente, em parceria com as organizações representativas, aos povos indígenas tornando o Estado uma referência positiva de inovação na gestão pública.