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A Crítica
Economia

Amazonas tem segundo menor índice de longevidade do país

Estado empata com o Distrito Federal e fica abaixo apenas do Paraná em indicador elaborado pela Bradesco Seguros

Publicado em 21/10/2025 às 18h40
Amazonas tem segundo menor índice de longevidade do país
Foto: Lucas dos Santos

O estado do Amazonas apareceu na penúltima colocação no Índice de Longevidade Pessoal (ILP) da Bradesco Seguros, que avalia os hábitos e percepções da população brasileira em relação ao envelhecimento. O maior estado Norte atingiu 60 pontos, empatando com o Distrito Federal e ficando abaixo da média nacional de 61 pontos. No ranking, apenas o Paraná supera entre os menores níveis, com 59 pontos.

O estudo foi divulgado internamente à imprensa nessa segunda-feira (20), antes da realização do XVIII Fórum da Longevidade nesta terça-feira (21), em São Paulo. Segundo os dados coletados no último ano, 77% da população amazonense reconhece que suas atitudes atuais impactam em sua vida futura.

Um bom indicador detectado é que 87% declararam não serem fumantes e mais de 50% não consumia bebidas alcóolicas. Por outro lado, o maior desafio é no campo das finanças, já que 69% dos entrevistados afirmaram não ter reservas para aposentadoria no futuro.

Na região Norte, a pesquisa destacou ainda o estado do Pará, que atingiu 62 pontos no ILP. Aos pesquisadores, 77% afirmaram praticar algum esporte ou exercícios físicos e 79% procuram se manter informados sobre exames preventivos, ganhando pontos no eixo da saúde. A situação financeira, no entanto, é pior que no Amazonas: 89% tiveram gastos maiores do que a renda no último ano.

Nacional

A pesquisa aponta que, no Brasil, apenas uma a cada seis pessoas enxerga o envelhecimento como algo negativo, enquanto 97% demonstram algum nível de interesse pelo tema. Apesar de a maioria ter consciência da importância da longevidade, ainda há falta de planejamento e prática para envelhecer com qualidade.

Com 4.400 respondentes de todas as regiões do Brasil, com idade igual ou superior a 18 anos, a segunda edição do ILP se consolidou como maior pesquisa sobre longevidade pessoal do país. Neste ano, a média foi de 61 pontos em uma escala de 0 a 100, com o pilar de “atitudes em relação à longevidade” tento a pontuação mais alta, enquanto o de “finanças” foi o mais baixo.

O eixo da saúde mental é outro ponto preocupante: apenas quatro em cada dez pessoas afirmaram se sentir plenamente bem consigo. Na comparação por gênero, 39% das mulheres declararam ter boa autoestima contra 46% dos homens. 

Outra disparidade no campo da autoestima está entre jovens idosos. Enquanto 56% de pessoas com 50 anos ou mais declararam estar bastante ou extremamente satisfeitos com suas vidas pessoais, apenas 36% das pessoas entre 18 a 29 anos deram respostas positivas neste ponto.

O diretor de marketing do grupo Bradesco Seguros, Alexandre Nogueira, destacou que a longevidade envolve uma série de fatores e que a pesquisa de 2025 “demonstrou que, apesar do interesse pelo tema, o principal desafio está em transformar informação em hábito, integrando prevenção, propósito e planejamento financeiro desde a juventude”.

Criado em 2024, o ILP é uma metodologia inédita desenvolvida pelo Grupo Bradesco Seguros, em parceria com o Instituto Locomotiva e o especialista em envelhecimento saudável Alexandre Kalache. 

A ferramenta oferece um retrato abrangente dos hábitos e percepções da população brasileira em relação ao envelhecimento ao analisar 31 variáveis distribuídas em seis pilares: saúde física, saúde mental, saúde social, saúde ambiental, cuidados com prevenção e finanças.

*O repórter viajou a São Paulo a convite da Bradesco Seguros para a cobertura do evento.