Basa disponibiliza R$ 4,5 bilhões para micro e pequenos empreendedores
Informação foi divulgada durante o Fórum Permanente das Microempresas de Pequeno Porte
A partir de maio deste ano, o Banco da Amazônia S.A. (Basa) vai facilitar o acesso ao crédito para microempreendedores, eliminando a exigência de dois CPFs como avalistas no contrato. Além disso, o banco federal multiplicou por cinco o valor do crédito oferecido ao segmento de micro e pequenos empreendedores não formalizados, chegando a R$ 1,5 bilhão. E mais R$ 3 bilhões aos formalizados.
A informação foi passada pelo gerente executivo do banco, Daniel Moura, que esteve no primeiro encontro do Fórum Permanente das Microempresas de Pequeno Porte (FPMPEs).
“A partir de agora não vamos mais exigir grupos solidários para conseguir oferta de crédito porque a gente sabe que o grupo solicita pelo menos três pessoas. Mas a gente sabe que nem todo mundo está disposto a vincular seu CPF para ajudar o colega empreendedor a fortalecer seu estabelecimento e por isso, a partir de maio, não será mais necessário”, explicou.

(Foto: Paulo Bindá/ A Crítica)
Ele ressaltou que o banco está promovendo uma participação importante no crescimento dessas empresas, devido a desburocratização de seus serviços.
“O Banco da Amazônia atende os empreendedores da Amazônia nos mais diversos portes e segmentos. Desde o informal, aquele que não tem o CNPJ formalizado e registrado, até as grandes empresas do Distrito Industrial. Nesse ano, de forma específica, o Banco está dando uma atenção prioritária para os pequenos negócio”, disse.
Segundo o gerente, o volume de recursos direcionados para os micro e pequenos negócios aumentou cinco vezes mais este ano, representando R$ 1,5 bilhão só para atender os informalizados. Além de um orçamento de mais de R$ 3 bilhões para atender as empresas de micro e pequeno porte formalizadas.
Para ter acesso a essas facilidades trazidas pelo governo federal, Moura explicou que os empreendedores podem procurar empresas parceiras do programa Basa Acredita.
“Nós temos empresas parceiras que trabalham na aplicação do microcrédito chamadas Basa Acredita. Aqui em Manaus a gente tem escritório de atuação e ele atende do informal ao formal. Então aquele micro negócio que precisa de um atendimento de crédito através de um acesso facilitado e simplificado sem burocracia, sem garantia, sem necessidade de uma garantia real”, ressaltou o gerente.
No ano passado, em atendimento de crédito pelo Basa foram 70 mil empreendedores informais na Amazônia. Além de 40 mil empreendedores do segmento urbano e rural, sendo atendidos nos nove estados em que o banco atua. Em 2024 foram aplicados R$ 17 bilhões em orçamento de crédito.
Segundo Daniel Moura, a tendência é que esse ano aumente, pois o banco está focado em atender esses empreendedores que mais precisam do acesso ao crédito.
“Esse ano o banco mudou seu modelo comercial e Manaus vai ganhar três superintendências para cuidar de todo o atendimento dos empreendedores urbanos e rurais na região oeste da Amazônia legal”, afirmou.
Os que mais empregam
O Secretário estadual de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, informou que as medidas do governo federal são essenciais para o desenvolvimento desses negócios, que representam grande parte da renda do país.
“As micro e pequenas empresas são as que mais empregam em todo o Brasil e este Fórum do Empreendedorismo tem este objetivo, mostrar tudo aquilo que o governo federal pode fazer de forma a tornar menos difícil a vida do microempreendedor”, disse.
Questionado sobre quais são as maiores dificuldades dos empreendedores no estado, o secretário afirmou que a contratação de crédito e qualificação são os mais difíceis.
“Um dos grandes problemas que a microempresa tem é a falta de investimento, a falta de recursos disponíveis e isso está sendo resolvido, seja através da Afeam, seja através dos bancos públicos oficiais, como o Basa, que aqui se faz presente para anunciar que multiplicou por cinco os recursos disponíveis para a microempresa. Outro grande gargalo que nós temos é a questão da qualificação e é nesse campo que o Sebrae Amazonas atua e está sendo o braço da micro e pequena empresa”, explicou.
A superintendente do Sebrae Amazonas, Ananda Pessoa, informou que receber a primeira edição do Fórum Permanente das Microempresas de Pequeno Porte é uma grande realização e trará bons resultados aos empreendedores.
“Temos muito orgulho de termos participado da implementação da lei geral, da lei complementar do microempreendedor individual, que hoje representa tantos empreendedores no início dessa carreira. Então o fórum existe justamente para melhorar o ambiente de negócios, para promover o diálogo entre a iniciativa pública e iniciativa privada. E para a gente é uma honra receber no Sebrae a primeira edição do Encontro Nacional do Fórum, acontecendo aqui em Manaus, na escola amazônica, no ano icônico, ano que teremos COP 30 na Amazônia para trazer melhorias aos negócios”.
‘Fiz vários cursos’
A artesã Délia Veloso marcou presença no evento para apresentar suas criações. Ela destacou o Sebrae como sua principal fonte de cursos, orientações sobre crédito e outras facilidades voltadas aos empreendedores
“Eu primeiro fiz vários cursos de empreendedorismo através do Sebrae, curso de acabamento e todos os cursos que aparecem para melhorar minha comercialização. Fiz centenas, todas que aparecem, por mais simples que seja, eu faço. Recentemente fiz de fotografia pra botar e é por aqui que eu me informo também”, disse.

(Foto: Paulo Bindá / A Crítica)
A artesã disse que aprendendo mais sobre sua área e também sobre negócios, conseguiu expandir sua produção.
“As vezes é época. Tem períodos que tem mais encomenda. Aí quando a demanda é grande, eu treino mais pessoas para me ajudarem. E diretamente que trabalham comigo são 20 mulheres e 8 rapazes para fazer marchetaria. Mas trabalhamos mais com miçanga. E eu faço a comercialização”.