Culinária amazônica é a preferida nos arraiais juninos
Da decoração à gastronomia, empresários apostam nas iguarias regionais para agradar a clientela
Além dos acessórios, empresários apostam em ingredientes e itens de decoração amazônicos em arraiais para atrair os clientes. Além dos tradicionais pratos da época, a empresária Paula Viana, 45 anos, proprietária da barraca “Delícias da Paula”, montada em um arraial localizado no Centro Cultural Povos da Amazônia, no bairro Distrito Industrial, zona Sul de Manaus, possui no cardápio pratos com ingredientes regionais.
Arroz paraense, vatapá com belos camarões e pirarucu à casaca. Uma tríade do verdadeiro sabor do Norte. “O carro chefe é o regional, que não deixa de ser um prato que leva o arroz paraense, vatapá e pirarucu de casaca. Ou seja, três em um. E tem muita saída. É bem servido. Nós temos também outros itens, como a carne da capa de filé na chapa”, explicou Paula. O prato com os três itens juntos custa R$ 35, mas é possível comprá-los individualmente.

Comidas típicas regionais são os atrativos para quem deseja curtir os festejos juninos (Paulo Bindá/A Crítica)
“São pratos que têm muita saída. Eu fico muito feliz em trazer (as comidas) e o povo gostar. O arroz paraense é do Pará, mas tem pessoas que não conhecem, mas quando chegam passam a conhecer. Eu gosto da cozinhar. Embora paraense, eu me considero amazonense”, detalhou a empresária, que após o término do arraial, levará a “Delícias da Paula” para a praça gastronômica do Festival Parintins (distante 369 quilômetros em linha reta da capital).

Arroz paraense, vatapá com belos camarões e pirarucu à casaca são algumas das iguarias (Paulo Bindá/A Crítica)
No arraial atuam 50 permissionários com diversas opções de comidas típicas, pratos sortidos e até opções fitness com um toque regional. E tem para quem deseja comer sem culpa.
inovação
Na “Barraca da Graça” tem uma tortilha de tapioca com frango e legumes por R$ 5. A inovação é da própria dona do stand, Maria das Graças Abreu, 60 anos. O filho dela, o personal trainer Ramon Abreu, 32 anos, disse que é um aprendizado trabalhar com comidas típicas no arraial.
“É uma tortilha de tapioca com frango bem artesanal, criação da Graça Abreu. Ela gosta de trabalhar com itens bem regionais, naturais e nada industrializados”, explicou Ramon.
“É importante trazer itens do Amazonas, pois valoriza muito mais os nossos ingredientes e a as pessoas passam a conhecer sabores que nunca provaram, no contexto junino. Tendem a conhecer algo inovado como essa tortilha”, pontuou o rapaz.
Farofa
A farofa de camarão não pode faltar na “Barraca da Diane”, incrementada com um cheiro verde e uma leve pimenta, chama atenção pelo cheiro convidativo.
A responsável pela iguaria é empresária Liliane Barbosa, 43 anos, que trabalha há dez anos com buffet. “Além de ser da nossa terra, pratos com esses ingredientes amazônicos são muito saborosos e são os mais procurados. No mês junino, são os pratos mais vendidos e procurados”, disse.
Comida de rua
Canoa, cestas de palha e suporte de madeira para cuia de tacacá compõe a apresentação dos artesanais do gastrônomo, Oderlei Silva, 40 anos, dono da Hamburgueria e Tacacaria do Chefe.
Ele disse que no arraial busca atender um público de comida de rua. “Aquela coisa bem mais prática e rápido com sabor e qualidade. Tenho aqui o ‘hamburguer do chefe’ com artesanal de 150 gramas de carne, cheddar, cebolas caramelizadas e barbecue”, detalhou.

Não pode ficar de fora os sanduíches especiais (Paulo Bindá/A Crítica)
Itens amazônicos compõem a apresentação. “Trago a regionalidade para resgatar a nossa cultura. Eu penso nessa pegada de apresentação do produto. O cliente quando vem aqui, procura vê e acaba se encantando com o hambúrguer. Isso atrai o cliente para experimentar o produto. A apresentação também faz parte da experiência. A gastronomia diz que primeiro se come com os olhos e, então, as pessoas chegam para consumir o produto”, disse Oderlei.