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A Crítica
Economia

Frente Parlamentar de Empreendedorismo defende integração logística do Amazonas

Parlamentares defendem a integração logística do Amazonas por meio de estradas e investimentos em portos e aeroportos

Publicado em 13/06/2025 às 17h26
Frente Parlamentar de Empreendedorismo defende integração logística do Amazonas
Foto: Jeiza Russo

Representantes da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) defendeu a integração logística do Amazonas por meio de estradas. O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) afirmou durante o evento na Suframa, que aconteceu nesta sexta-feira (13), que o estado “não é um santuário” e que deve ter suas estradas desenvolvidas. 

“Temos desafios de investimento de logística em toda a região,  mesmo sendo do norte,  hoje somos responsáveis por 37 % do escoamento de grãos, tendo a possibilidade de aproximar o Brasil do Pacífico, via as rotas,  como a Rota Solimões-Peru. Uma delas, é fazer a interligação com o Atlântico. A gente carece de investimento na região, seja de portos, de aeroportos, de rodovias, para que a gente possa não só contribuir com o desenvolvimento econômico do Brasil, mas melhorar a qualidade de vida de quem mora aqui. A Amazônia não é um santuário”, disse.  

O deputado destacou que a presença da frente parlamentar visa aprofundar os parlamentares de outros estados nos desafios e potencialidades do estado. Segundo ele, essa imersão contribui no conhecimento sobre a Amazônia.

“Estou aqui com o deputado Bibo Nunes, do Rio Grande do Sul e ele ficou assustado em saber que nós amazonenses não temos como sair por estrada para o restante do Brasil, mesmo sendo um dos maiores polo industrial eletroeletrônico da América do Sul.  É um problema que temos que resolver”, disse o parlamentar. 

Além disso, o deputado também afirmou que outro assunto que a FPE busca solucionar são as desigualdades entre os estados para melhorar o cenário fiscal do país.  

“Isso é importante para que a gente possa fazer esse nivelamento,  principalmente nesse momento em que nós temos um problema grave fiscal no Brasil, com essa taxa de juros proibitiva não só para grande parte da população, mas também para quem empreende”, afirmou Leite. 


(Foto: Jeiza Russo)

O presidente da FPE, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) também falou sobre as questões fiscais do país. Ele criticou o Governo Federal por tentar reajustar os impostos. 

“A ideia da FPE é melhorar o ambiente de negócio para quem emprega, para quem paga imposto nesse país e o Governo, às vezes, vai na contramão querendo arrecadar porque nós precisamos trabalhar a eficiência e a qualidade do gasto público.  Como essa qualidade e essa eficiência não existem, o governo acaba tentando criar mais impostos para poder arrecadar e pagar suas contas. Isso acaba afetando mais pobre,  porque toda vez que você encarece juros, encarece crédito, você encarece o produto básico, principalmente a comida.  Então a ideia de trazer à frente, para conhecer regiões, trazer deputados, que a gente possa discutir as diferenças do Brasil”, afirmou Passarinho. 

O deputado explicou que um dos focos da FPE é a discussão das desigualdades, principalmente na região Norte. Ele afirmou que enquanto outros estado se preparam para mais desenvolvimento, a região luta para garantir acessos básicos. 

“Eu digo que nós estamos falando de 5G em Brasília, aqui você sabe que a Amazônia dependendo da cidade, tem que subir na árvore para conseguir 1G. Então acho que isso nós precisamos entender. O que degrada, o que polui o meio ambiente é a miséria, é a pobreza. Nós temos 27 milhões de brasileiros que moram nessa região que precisam ter comunicação, saúde de qualidade e educação de qualidade, para que a gente possa ser um brasileiro como outro qualquer”, destacou. 

Passarinho ressaltou que a visita da FPE em diferentes estados como Amazonas e Bahia é para alinhar o desenvolvimento de todos. 

Desburocratização e capacitação

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, afirmou que a oportunidade com os deputados era tratar sobre a desburocratização para criação de empresas. 

“O que mais nós temos que tratar é praticamente desburocratizar. Todas as ações que vêm para novas empresas poderem entrar, tanto do Distrito Industrial como na parte do Comércio, na parte do Serviço, é a dificuldade pela burocracia de processos. Então, se os parlamentares entenderem isso, principalmente na área federal, que eles possam também ouvir o estadual e que a gente possa fazer algumas ações de diminuir a burocracia para que as médias e pequenas empresas possam também crescer dentro do seu processo”, afirmou. 

Assayag destacou que a desburocratização ajuda a fortalecer o nascimento e a permanência dessas empresas no mercado.  

“Eu acredito que se a gente abre com maior facilidade as empresas, eu acho que diminui a mortalidade das empresas. Muitas das vezes você tem um projeto de criar uma empresa e o processo é tão burocrático que nem acontece”, disse. 


(Foto: Jeiza Russo)

O presidente da CDL também falou sobre a taxa selic, que deve seguir em crescimento. Ele explicou que a medida tem um lado bom e um ruim. 

“O ruim é que quando você vai comprar um produto que seja parcelado, o valor aumenta tanto que você acaba pagando até duas vezes o valor do objeto.Isso diminui o consumo, as lojas acabam não contratando e nem abrindo novas lojas. Por outro lado, existe a situação que uma hiperinflação é muito ruim para o Brasil. E a maneira dele segurar a hiperinflação é exatamente aumentando a Selic”, defendeu

Assayag disse que outra dificuldade enfrentada pelo estado é a falta de pessoas qualificadas para trabalharem na indústria e no comércio. 

“Nesse momento, na cidade de Manaus, nós temos dificuldade de contratação, porque nós estamos hoje com uma empregabilidade muito alta e o que falta agora é que a gente consiga dar treinamento para as pessoas que estão saindo do segundo grau (ensino médio) e ficando a disposição do mercado, mas sem uma capacitação técnica, ela não têm conhecimento nenhum. Isso é uma coisa que deve ser pensada para que entrem no mercado de trabalho de forma mais rápida”, ressaltou o presidente da CDL”, afirmou. 

Programação

O evento discutiu temas como: políticas públicas e qualidade de gastos; fortalecimento da infraestrutura no estado e região e segurança pública. O superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, destacou que a autarquia tem papel fundamental no desenvolvimento da Amazônia e que fortalece outros estados além do Amazonas. 

“A Suframa não está presente só no Amazonas. Ela também está no Pará, Macapá. Buscando desenvolver essa parte de cima do Brasil”. 

O superintendente ressaltou o papel da Zona Franca de Manaus (ZFM) na preservação da natureza, no desenvolvimento de pesquisa e inovação, além da geração de empregos na região.