Fumaça reduz em até 50% a renda de trabalhadores em Manaus
Profissionais em locais como Ponta Negra e Passeio do Mindu relatam queda nas vendas devido ao menor fluxo de pessoas.
A intensa presença de fumaça decorrente das queimadas em Manaus provocou uma redução de cerca de 50% na renda de trabalhadores que atuam em espaços públicos da capital. A diminuição nas vendas e serviços afeta principalmente categorias como fotógrafos, ambulantes e outros profissionais que dependem da circulação diária de pedestres em áreas abertas.
Espaços tradicionais de convivência, como o Passeio do Mindu e a orla da Ponta Negra, registraram esvaziamento após orientações de saúde que recomendam evitar a prática de atividades físicas e a permanência prolongada ao ar livre. Com a menor presença de frequentadores, trabalhadores enfrentam dificuldades para manter o faturamento mensal.
Aumento de atendimentos e focos de incêndio
Além do impacto no comércio e nos serviços, a poluição do ar reflete diretamente nos atendimentos médicos. Durante o mês de setembro, as unidades de saúde do Amazonas registraram mais de 4.400 atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, número superior aos 3.300 registros contabilizados no mesmo período do ano anterior.
O crescimento nos problemas de saúde coincide com a alta nos registros de queimadas. Do dia 1º ao dia 22 de setembro, o estado do Amazonas contabilizou mais de 3.900 focos de incêndio. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido registrados pouco mais de 300 focos em território amazonense.